Primeira leitura do ano


Por: Vagner Melo

E a primeira leitura do ano propriamente dita será o livro Harry Potter e o Enigma do Principe, o sexto livro da série Harry Potter.

Livro este que contém uma certa nostalgia. Foi o primeiro livro que comprei em uma livraria, assim que foi lançado, no dia 16 de julho de 2005, um sábado.

Não era exatamente este exemplar da imagem acima, mas foi o primeiro a entrar para a coleção que se seguiu depois.

Além disso, a saga Harry Potter foi a que me estimulou a leitura. Começando pelo terceiro livro Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban.

Por que não pelo primeiro? Talvez o momento. Mas a febre pelos filmes era tamanha que a curiosidade falou mais alto, então por curiosidade fui aos livros.

Já havia lido outros livros, como Sherlock Holmes e até “O Hobbit” foram antes, mas HP foi o que mais me prendeu em termos de imersão.

Quem sabe a magia envolvida, o mundo criado pela autora, coisas fora do habitual, como quadros que se mexem e falam, além da ideia de ser alguém a mais do que se aparenta, tenham sido o gatilho para se desenvolver o gosto pela saga.

Por sorte, comecei a ler antes de lançar todos os livros e filmes. A leitura do Prisioneiro de Azkaban ocorreu meses antes do lançamento do 4 filme e um ano antes do lançamento do 6 livro.

Isso era ótimo, pois dava aquela expectativa do que viria a seguir e de como terminaria a história, mas possivelmente por isso sempre fui critico dos filmes.

Não que os dois primeiros sejam ruins, mas ainda possuem aquela levada mais infantil, muito diferente de como terminaria a saga.

Segurança na leitura

O hábito de ler os livros Harry Potter se tornaram meio que uma regra por aqui. Ao menos uma vez por ano retorno a eles para novas releituras.

Esse é possivelmente o maior segredo da série, conseguir prender o leitor. Livros normalmente são lidos uma ou duas vezes, mas no caso de Harry Potter tem um “algo” a mais.

Já percebi que pessoas que o leram, normalmente voltam a ler com frequência. Possivelmente não como eu, mas retornam.

É como a série Friends. Existem inúmeras séries disponíveis, mas para quem já assistiu uma vez e gostou, acaba por voltar, ao invés de buscar por algo novo.

Eventualmente voltar para uma série favorita, seja ela literária ou de TV, seja porque elas trazem segurança.

Ali você já conhece os personagens e os ama. Se identifica e, mesmo sabendo como vai terminar, é mais seguro voltar do que se aventurar em outra e não gostar.

Afinal, se for para passar o tempo que seja algo que traga um prazer mais garantido do que olhar outra e se arrepender, perdendo tempo.

Hábitos de leitura

Primeiras leituras tendem a ser mais rápidas, pensadas principalmente em finalizar o livro. Porém quando se sabe o final, apesar de não contar mais com a surpresa da leitura, você saboreia mais o livro.

Estando mais relaxado novas percepções surgem e talvez você comece a interpretar algumas passagens de forma diferente.

Mas, em todo caso, hoje já é mais difícil de me prender em algum livro. Talvez, o que tenha mais se aproximado da saga HP foi “O código da Vinci”, do escritor americano Dan Brown.

Possivelmente pelo ritmo da escrita e pelo tema abordado, O Código da Vinci ampliou ainda mais o prazer de leitura, que só se expandiu desde então.

Com o tempo, vieram assuntos mais sérios, técnicos e que proporcionaram um maior crescimento pessoal (se é que eu cresci).

Acredito ser importante balancear leituras mais sérias com fantasias e ficções. Uma não irá anular a outra.

Pelo contrário, quando mais amplo for o leque, mais chances de desenvolver argumentos ou participar de rodas de conversas. Certamente assunto que não vai faltar.

Para quem está iniciando ou deseja começar, ficção e fantasias são mais que do recomendável.

Mas focando sempre algo sobre algum assunto que se goste. Talvez você, assim como eu, irá ampliar esse leque.

Entretanto, o importante é criar o hábito, ainda mais hoje, em tempos de redes socias e celulares, quando tudo é para o agora e a concentração das pessoas se torna mais limitada.

Essa é foi a maior magia feita em Harry Potter nos tempos atuais. Em mundo cada vez mais tecnológico, levar as pessoas para um mundo analógico, realizando um gesto simples: encontrar um espaço confortável e se perder em outro mundo.