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| capa do livro - arquivo pessoal |
Muito se discute sobre a felicidade e como alcança-la. O
tema talvez seja um dos grandes temas discutidos dentro da filosofia e
atualmente parece ter ganhado mais importância.
Existe, no atual momento, uma necessidade de ser feliz e,
para muitos, a necessidade de estar sempre criando algo novo seja um projeto,
uma reunião, um workshop, uma palestra, um vídeo ou um texto, tudo para que a
pessoa se sinta realizada.
Em uma época onde a busca por “fórmulas” que tragam o bem
imediato é constante, unir três dos grandes pensadores brasileiros da
atualidade Mario Sergio Cortella, Leandro Karnal e Luiz Felipe Pondé é quase um
processo de auto ajuda.
Mesmo sabendo que eles detestam esse tipo de conceito sobre
seus livros, é comum buscarmos os escritos desses três professores para que
eles possam nos guiar para algo melhor.
Felicidade - Modos de usar, livro que os três
escrevem juntos, é um livro curto, uma das minhas críticas aos livros que
cada um escreve, apesar de ainda não ter lido nada do Pondé. Acredito que eles deveriam
se aprofundar mais em seus textos.
Claro que em um país como o nosso, onde a leitura é pouca e
os livros são caros, a quantidade que cada um consegue vender, mesmo sendo
livros curtos, já é um grande passo educativo.
Talvez o sucesso dos três, e a publicação de mais um livro,
além claro de seus conhecimentos, seja a busca das pessoas por respostas
rápidas para a vida.
A necessidade de querer o produto pronto, já vindo explicado
parece ser a tônica do momento. Muita gente não tenta ir atrás, por conta
própria, de conhecimento, preferem tudo “mastigado”.
Costuma-se dizer que a atual geração é geração “Nutella”,
mas não seria “miojo”, já que querem tudo pronto em três minutos?
No entanto o livro é bacana, de leitura fácil. Nada muito
complexo, reflexo da facilidade de cada um com a docência. Explicar o
complicado de forma simples, mas sem ser raso.
Cada um traz um pouco do seu conhecimento e exemplos que
tiveram sobre felicidade ao longo de suas vidas.
Obviamente o assunto sobre a felicidade não se encerra em
apenas um livro. Para cada pessoa existe um modo diferente de ser, variando
muito de valores, crenças e expectativas sobre a vida.
Em uma de suas músicas, Renato Russo dizia que “são as
pequenas coisas que valem mais”, entendo que isso se refira a felicidade. Os
momentos em que você não espera, que você apenas sente e deseja repeti-los em
outras oportunidades. Como um almoço em família ou no encontro de sábado à
noite com os amigos para uma pizza.
E aposto que os momentos mais felizes da sua vida foram nos
momentos mais simples. Viagens, passeios, festas, shows são legais, são
momentos que marcam e ficam na lembrança, mas são casos espaçados.
A busca constante por algo, para criar, fazer, renovar, ser
o primeiro, pelo imediatismo das coisas, possivelmente é a causa da
infelicidade. A impressão que estamos sempre correndo atrás.
Corremos atrás do amor perfeito, do trabalho perfeito, da
vaga perfeita, do lugar perfeito para morar, focamos o futuro, não o presente.
É no dia a dia que as melhores coisas acontecem. O
ineditismo tão citado por outro professor e pensador do nosso tempo, Clóvis de
Barros, é o que torna as coisas únicas.
Mas para que isso aconteça é preciso paciência e a percepção
de estarmos totalmente presentes no que fazemos. Ser o melhor possível ali, na
hora e não esperar por algo.
Não existe chave certa para a felicidade, você não vai
encontrar em um livro, um texto, vídeo ou filme, mas em você.
Basta você percebê-la!!


