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Conheça a chave para os relacionamentos de sucesso


Você sabe qual é o segredo dos relacionamentos de sucesso?

Já parou para pensar o porquê de os seus relacionamentos, sejam eles pessoais ou profissionais não derem certos ou, talvez, estarem passando por algum problema?

Portanto pare e pense: como anda a sua comunicação?

Quando você está com alguém, em uma conversa, você presta atenção no outro ou fica olhando a tela do celular?

E no seu relacionamento, você é a pessoa que fala mais ou ouve mais?

Saber se comunicar

A comunicação está presente em todos os animais, porém é nos homens que ela proporcionou um maior desenvolvimento, sendo ela uma das nossas principais capacidades naturais.

Veja, por exemplo, como os bebês fazem para “dizer” que estão com fome. Eles simplesmente choram.

Foi graças a nossa habilidade de se expressar em diferentes formas como a pintura, escrita e a fala que conseguimos transmitir conhecimentos e resolver os problemas que surgem ao longo do tempo.

Isso proporcionou, com o passar dos anos, a formação da nossa sociedade, a criação de laços entre diferentes pessoas ou grupos, tornando a nossa sociedade o que ela é nos dias de hoje.

Porém saber se comunicar não é apenas falar, existe um aspecto que talvez seja o mais importante no processo de comunicação e que é, talvez, o que menos as pessoas dão importância no dia a dia, o saber ouvir.

“Eu quis dizer, você não quis escutar”

A frase acima talvez seja conhecida de muitas pessoas. Ela abre a música “Meu erro” da banda de rock brasileiro Os Paralamas do Sucesso.

Mas o nosso "erro" não é o querer falar, mas sim o querer escutar. A frase resume bem os problemas que acompanham muitos relacionamentos, a falta da capacidade de um dos lados em ouvir.

Por isso pense nas relações interpessoais, principalmente, por exemplo, nos relacionamentos amorosos que não dão certo. Sempre um lado reclama que o outro não dá ouvidos.

É provável que as mulheres entendam isso um pouco melhor. É mais comum as mulheres reclamarem que os homens não dão ouvidos quando elas estão falando. E isso acontece devido há alguns fatores.

No desenvolvimento e aprendizado das crianças em geral são as meninas que começam a falar primeiro, possibilitando assim um melhor desenvolvimento nas capacidades empáticas e na facilidade de expressar suas emoções.

Outro ponto chave são os grupos formados apenas por meninas, pois neles existe uma confidencialidade maior nas experiências emocionais. As meninas são mais estimuladas a se abrir mais emocionalmente. O que facilita também na capacidade das mulheres em ler melhor as expressões faciais e corporais.

Já com os meninos não existe o estímulo para falar sobre sentimentos ou tudo o que envolve as emoções. Nos grupos formados apenas por meninos existe maior concorrência e competitividade.
Por isso não se preocupe se o seu namorado não consegue falar o que sente, ele simplesmente não desenvolveu isso de forma eficaz.

É claro que existem casos de pessoas de ambos os sexos que pensam apenas em si mesmas e não conseguem se colocar no lugar do outro. Ouvir envolve também empatia, ou seja, a capacidade de tentar entender o que o outro pensa ou sente.

Para ser diferente, para tudo mudar

Em qualquer tipo de relacionamento, seja ele pessoal ou profissional saber ouvir é a chave para o sucesso.

Quando uma empresa vai criar um produto ela faz uma pesquisa para saber o que seu público alvo deseja. Suprindo assim uma necessidade especifica e gerando atração.

Buscar compreender o outro lado, debater ideias de forma clara ou simplesmente ouvir uma opinião sobre algo pode ser preponderante para uma relação mais duradoura.

Isso também acontece no início de namoro, quando um casal quer se conhecer, eles conversam e escutam um ao outro. Mas isso infelizmente vai ficando esquecido com o passar do tempo.
Mas não se preocupe. Nem tudo está perdido!

Se você acha que algo nos seus relacionamentos não vai bem comece aos poucos. Seja claro no que você quer dizer, mas ouça bem o que a outra pessoa tem a dizer.

Esteja presente, ali, no momento e não pensando no depois ou nas coisas que ainda precisa fazer. A percepção das pessoas sobre o tempo passar mais rápida, está ligada ao fato de que muitas se preocupam mais com o que está por vir e se esquecem de aproveitar o momento presente e focar nele.

Entenda também que cada um tem o seu tempo de reação. Não espere resultados imediatos, o processo de confiança, que vem com uma boa comunicação, leva um tempo para acontecer.

Pense bem, você não sai abrindo sua vida pessoal assim que conhece uma pessoa. Para alguns isso leva anos para acontecer. Então não espere que o contrário também aconteça.

Converse, de atenção, convide a outra pessoas para um café ou almoço isso vai ajudar bastante a prepara o terreno da conversa. 

Mas principalmente ouça o que as outras pessoas tem a dizer. Isso é uma ótima forma de feedback para você saber o que precisa melhorar.

Então, reflita! Pense como anda a sua comunicação e depois comente o que achou.

Felicidade correndo atrás do que não chega

capa do livro - arquivo pessoal

Muito se discute sobre a felicidade e como alcança-la. O tema talvez seja um dos grandes temas discutidos dentro da filosofia e atualmente parece ter ganhado mais importância.

Existe, no atual momento, uma necessidade de ser feliz e, para muitos, a necessidade de estar sempre criando algo novo seja um projeto, uma reunião, um workshop, uma palestra, um vídeo ou um texto, tudo para que a pessoa se sinta realizada.

Em uma época onde a busca por “fórmulas” que tragam o bem imediato é constante, unir três dos grandes pensadores brasileiros da atualidade Mario Sergio Cortella, Leandro Karnal e Luiz Felipe Pondé é quase um processo de auto ajuda.

Mesmo sabendo que eles detestam esse tipo de conceito sobre seus livros, é comum buscarmos os escritos desses três professores para que eles possam nos guiar para algo melhor.

Felicidade - Modos de usar, livro que os três escrevem juntos, é um livro curto, uma das minhas críticas aos livros que cada um escreve, apesar de ainda não ter lido nada do Pondé. Acredito que eles deveriam se aprofundar mais em seus textos.

Claro que em um país como o nosso, onde a leitura é pouca e os livros são caros, a quantidade que cada um consegue vender, mesmo sendo livros curtos, já é um grande passo educativo.

Talvez o sucesso dos três, e a publicação de mais um livro, além claro de seus conhecimentos, seja a busca das pessoas por respostas rápidas para a vida.

A necessidade de querer o produto pronto, já vindo explicado parece ser a tônica do momento. Muita gente não tenta ir atrás, por conta própria, de conhecimento, preferem tudo “mastigado”.

Costuma-se dizer que a atual geração é geração “Nutella”, mas não seria “miojo”, já que querem tudo pronto em três minutos?

No entanto o livro é bacana, de leitura fácil. Nada muito complexo, reflexo da facilidade de cada um com a docência. Explicar o complicado de forma simples, mas sem ser raso.

Cada um traz um pouco do seu conhecimento e exemplos que tiveram sobre felicidade ao longo de suas vidas.

Obviamente o assunto sobre a felicidade não se encerra em apenas um livro. Para cada pessoa existe um modo diferente de ser, variando muito de valores, crenças e expectativas sobre a vida.

Em uma de suas músicas, Renato Russo dizia que “são as pequenas coisas que valem mais”, entendo que isso se refira a felicidade. Os momentos em que você não espera, que você apenas sente e deseja repeti-los em outras oportunidades. Como um almoço em família ou no encontro de sábado à noite com os amigos para uma pizza.

E aposto que os momentos mais felizes da sua vida foram nos momentos mais simples. Viagens, passeios, festas, shows são legais, são momentos que marcam e ficam na lembrança, mas são casos espaçados.

A busca constante por algo, para criar, fazer, renovar, ser o primeiro, pelo imediatismo das coisas, possivelmente é a causa da infelicidade. A impressão que estamos sempre correndo atrás.

Corremos atrás do amor perfeito, do trabalho perfeito, da vaga perfeita, do lugar perfeito para morar, focamos o futuro, não o presente.

É no dia a dia que as melhores coisas acontecem. O ineditismo tão citado por outro professor e pensador do nosso tempo, Clóvis de Barros, é o que torna as coisas únicas.

Mas para que isso aconteça é preciso paciência e a percepção de estarmos totalmente presentes no que fazemos. Ser o melhor possível ali, na hora e não esperar por algo.

Não existe chave certa para a felicidade, você não vai encontrar em um livro, um texto, vídeo ou filme, mas em você.

Basta você percebê-la!!

Sapiens: Deuses que não sabem o que fazem


por: Vagner Melo 

“Existe algo mais perigoso do que deuses insatisfeitos e irresponsáveis que não sabem o que querem?”

Essa questão encerra o livro “Sapiens - Uma breve história da humanidade” do historiador e professor israelense Yuval Noah Harari.

O livro publicado em hebraico e lançado incialmente em Israel, ganhou várias traduções ao redor do mundo e se tornou um dos maiores best-sellers dos últimos anos

Longe de ficar apenas contando fatos, Yuval Harari propõe novos conceitos, trabalhando sobre três revoluções que alteraram a forma como a humanidade passou a agir com o passar dos tempos.

Atualmente são poucos os escritores que conseguem, de forma cativante, apontar novas visões sobre o mundo e instigar o leitor até o final do livro.

Por isso Harari vem ganhando muito destaque e se tornando um dos pensadores mais procurado para palestrar no momento.

E pensando na citação acima, de fato, aparentemente é isso o que nos tornamos ultimamente, “deuses” insatisfeitos que não sabem o que fazem.

 

O mundo em nossas mãos

 

Para melhorar a própria vida moldamos a natureza a nosso bel prazer, pensamos apenas em nós mesmos, no desenvolvimento e lucro, e sempre com o argumento de que isso diminuirá nossas próprias diferenças.

Além do meio ambiente alteramos também a biologia dos seres. Já fomos capazes de clonar um animal, lembre-se do caso da ovelha Dolly, e agora queremos mudar a biologia humana.

A ciência é a revolução do momento, e as discussões até aonde ela deve chegar ou quais limites que não podem ser ultrapassados são o foco.

Na maioria dos casos o discurso é o mesmo, fazemos isso ou aquilo no intuito de melhorar a vida das pessoas ao redor do mundo, mas será que melhoramos de verdade?

Hoje a “regra” é ser inovador o tempo inteiro. Existe uma necessidade de estar a todo momento criando, pensando ou desenvolvendo alguma atividade.

Queremos sempre mais, sendo esse, talvez, um dos grandes problemas da atual sociedade. A busca incessante pela felicidade é um dos motivos que possibilitaram o aumento no número de casos de pessoas com depressão ao redor do mundo.

Muitos se tornam obcecados por um objetivo, por resultados, entretanto se esquecem de parar e observar tudo aquilo que já conseguiram conquistar.

 

Sabemos realmente qual o nosso papel no planeta?

A humanidade dominou todas as áreas do planeta através da colaboração mútua. Trabalhar em sociedade, criando meios para sobreviver em conjunto foi o passo inicial para a expansão humana.

Essa união permitiu a proteção dos indivíduos e ainda ajudou a subjugar animais maiores e mais fortes, proporcionado um domínio territorial. Mas o que era apenas uma forma de encontrar alimento e autoproteção, se tornou, com o tempo, um domínio cada vez mais excludente.

Ninguém sabe exatamente como as outras espécies do gênero Homo desapareceram, como o Homem de Neandertal (Homo neanderthalensis), mas a julgar pela tendência para a violência do Sapiens, provavelmente tivemos alguma participação nesse processo.

Em vista disso, regras precisaram ser criadas para se manter a ordem nas sociedades que começaram a surgir. Motivadas principalmente com a concentração cada vez maior de pessoas em um mesmo espaço.

Religião, economia e política são os pilares que sustentam nossa sociedade. Entretanto, cada um desses três aspectos se alterou ao longo da história no controle sobre como as pessoas pensavam o mundo.

Somos a única espécie do planeta capaz de imaginar coisas inexistentes. Por isso acreditamos em certos tipos de salvação ou que elementos criados podem melhorar nossa vida.

Atualmente a economia é o que predomina nas escolhas humanas. Nunca produzimos tanto quanto agora na história humana.

Enquanto isso, as opiniões políticas se baseiam mais em achismos do que em reflexões profundas ou estudos, e nos matamos por motivos religiosos.

Por sermos mais “inteligentes”, acreditamos que podemos fazer de tudo e não encontramos limites para isso. 

Cada vez mais retiramos do meio ambiente, mas não repomos ou trabalhamos para diminuir os excessos que cometemos.

Nunca estamos satisfeitos e, ao invés de ver o presente, buscamos o futuro incessantemente, gerando ansiedade, o que torna boa parte das pessoas infelizes.

A história da humanidade mostra que temos uma enorme responsabilidade com o planeta no qual vivemos. E é preciso refletir sobre essa responsabilidade, pois muito já foi perdido.

Mudar o mundo não iremos, precisamos mudar a nós mesmos internamente e começar a refletir sobre atitudes, situações e o que faremos com o planeta daqui para a frente.

A natureza já está cobrando os juros pelos nossos erros.

Precisamos saber e entender os caminhos que cada escolha traz, do contrário continuaremos a viver como “deuses” que não sabem o que fazem.