Por: Vagner Melo
Para quem gosta de aprender e
busca por referências no esporte em como ser um profissional de sucesso, uma
boa pedida é o documentário da Netflix em parceria com os canais ESPN “The
Last Dance” (A última dança). Dividido em 10 episódios de 50 minutos cada,
o documentário aborda a trajetória do jogador da NBA Michael Jordan.
Jordan é um dos ícones do esporte
mundial, ídolo americano e tido como um dos maiores, se não o maior jogador de
basquete da história. Como profissional iniciou a carreira de jogador em 1984,
alcançando o ápice nos anos 90, se aposentando após a temporada 97/98.
Para quem procura e deseja ser um
exemplo de profissional o documentário é completo. Apresenta não apenas o talento,
mas o trabalho diário para ser o melhor sempre, a importância do trabalho em equipe
para o sucesso.
Além de entrevistas com Jordan, o diretor Jason Herir entrevistou
diversas pessoas que em algum momento tiveram contato com o jogador, como
adversários ou companheiros de time e jornalistas que cobriam a NBA durante o
período em que Jordan era jogador.
O desenvolvimento profissional,
como alguém que trabalha diariamente para alcançar um objetivo. As horas de
treinamento, a busca por perfeição, o foco no objetivo final, tudo para
alcançar a perfeição no que faz.
Muito dos elementos discutidos
hoje para o sucesso na carreira profissional de uma pessoa, Jordan já fazia na
sua época de jogador.
Mas obviamente que em alguns
momentos não faltaram críticas ao documentário, por alterar alguns pontos da
realidade. E como sempre, há um personagem que atua como o vilão da história.
No caso, o gerente geral do
Chicago Bulls, Jerry Krause, que havia anunciado uma reformulação do time ao
final da temporada, o que teria motivado Jordan a se aposentar e os demais
jogadores a saírem do time do Chicago Bulls.
Mas ainda assim, observando pelo
lado corporativo e na formação da equipe, Krause soube enxergar no mercado as
pessoas certas para compor um trabalho de grande sucesso. Ainda que seja o
vilão para alguns, sem ele o Chicago Bulls não teria conseguido vencer, por
duas vezes, três campeonatos seguidos.
Para quem gosta de Marketing e
estuda o assunto, a parceria entre o ídolo do esporte e uma marca de tênis, que
até então não era tão grande, mas desejava ganhar mercado, se tornou uma
parceria de sucesso para ambos os lados.
Outro fator também importante no
marketing, esse mais de âmbito esportivo, foi a audiência e a capacidade de
levar públicos aos ginásios que o talento de Michael Jordan proporcionou ao
Chicago Bulls e a NBA como um todo, principalmente nos anos 90.
No quesito liderança, Jordan era
quem puxava e estimulava o time. E aqui, para quem observar bem, ele não era
exatamente o líder que muitos gostariam de ter. Talvez esse um dos pontos
negativos do jogador.
Além de muito competitivo em
tudo, ele extrapolava no tratamento com alguns companheiros. Muitos evitavam
enfrentá-lo, devido ao medo que ele inspirava, mas ainda assim todos, inclusive
outros grandes nomes famosos o respeitavam.
Michael Jordan além de ser um gigante do basquete americano,
era também grande ídolo nacional. Erros e derrotas não faltaram e por ser um
produto americano, em alguns momentos do documentário, a sensação que temos era
a de que Jordan era quase um deus universal.
Porém, isso não tira o brilhantismo do atleta e da sua
importância para o basquete e para o esporte como um todo.
Talvez para o nosso futebol, esporte mais praticado e
divulgado por aqui, alguns times poderiam analisar o que fez o Chicago Bulls e
a NBA durante o período que Jordan foi jogador, isso poderia trazer novamente o
brilho que o nosso esporte precisa.

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