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| Capa do livro do autor Neil Gaiman |
por: Vagner Melo
Histórias são criadas e transmitidas pelo homem há séculos.
Muitas delas possuem a intenção de entreter, ensinar ou tentar explicar uma situação
acontecida em eras passadas e que não possuem uma explicação clara.
É através dessas histórias, que costumavam ser transmitidas
oralmente, que surgiram alguns dos mitos e mitologias que conhecemos hoje.
Certamente você já deve ter ouvido falar de algum personagem
mitológico. Zeus, Hércules, Poseidon, Atena, Afrodite, Thor e Odin são alguns
dos seres que costumam ser lembrados com mais facilidade.
Talvez pelo fato de o mundo Ocidental receber as bases do
seu conhecimento da Grécia antiga, a mitologia grega esteja mais “presente” no
imaginário popular, e seja até mais conhecida do que outras mitologias.
Porém, quem frequentemente aparece como referência e
influencia inúmeras obras no mundo é a mitologia nórdica.
Um anel para a todos governar
Não apenas a literatura fantástica, mas também os quadrinhos,
a música e outras tantas formas de arte se inspiraram na mitologia nórdica para
contar suas narrativas.
O autor britânico Neil Gaiman, Richard Wagner compositor e
maestro alemão, Masami Kurumada autor japonês de mangás, Stan Lee criador dos
personagens Marvel e o também escritor J.R.R.Tolkien são alguns exemplos que
utilizaram em suas obras algum elemento da mitologia nórdica.
Criador da HQ “Sandman” e do livro “Deuses Americanos”, Gaiman
é um grande fã da mitologia nórdica, sendo ele um dos grandes escritores da
atualidade a escrever um livro inteiro sobre essa mitologia.
Na canção de Wagner,
que foi adaptada para os quadrinhos, o foco principal da história é um anel
mágico forjado pelo anão Alberich e que traz poderes ao seu portador. O Anel se
tornou o motivo de ganancia, brigas e a busca pelo poder dos seres de habitavam
Asgard, inclusive o deus pai Odin.
Para quem leu O
Senhor dos Anéis do escritor J.R.R Tolkien, vai saber que o Anel é o
elemento central que Tolkien utilizou para contar sua história e desenvolver
boa parte da sua obra literária.
O Um Anel é motivo
de Frodo Bolseiro precisar ir até Mordor, terra do Senhor do escuro, e cumprir
a missão de tentar salvar toda a Terra-média da maldade de Sauron, destruindo o
anel do poder.
O anel é ainda a
razão para que os cavaleiros criados pelo japonês Masami Kurumada, na animação Os
Cavaleiros do Zodíaco, fossem com a deusa Atena para o norte da Europa
batalhar contra os guerreiros deuses.
Em Os Cavaleiros do
Zodíaco o Anel do Nibelungo foi colocado nas mãos de Hilda de Polaris, a
representante de Odin na terra que, ao invés de zelar pela paz e proteger os
habitantes do norte do frio extremo, desafiou a deusa Atena, desequilibrando assim
toda a estrutura das geleiras eternas, que se caso derretessem poderiam inundar toda
a Terra.
Os Personagens
Em algumas histórias da mitologia nórdica Odin costumava se
transformar em um velho, que trajava roupas cinzas, chapéu pontudo e um cajado
para se apoiar ao viajar por toda Asgard ou outra terra que compõe os noves
reinos da mitologia nórdica.
Da mesma forma, é assim que Gandalf, O Cinzento, mago criado
por Tolkien, é descrito na jornada que acompanha o portador do anel.
Além de Odin, outros personagens como Thor e Loki são
possivelmente os mais lembrados e conhecidos da mitologia nórdica.
Stan Lee e Jack Kirby, dois grandes nomes dos quadrinhos de super heróis, juntamente com Larry Lieber, os adaptou dentro do Universo Marvel, sendo eles adaptados também para o cinema.
Além dos três deuses citados temos outros personagens constantemente lembrados, como Alberich, Siegfried, Mime e Fenrir, um lobo gigante que é filho de Lóki. Em Cavaleiros do Zodíaco por exemplo, são esses os nomes de alguns dos guerreiros deuses que protegem Hilda.
No cinema, o filme O Máscara, lançado em 1994, o
personagem Stanley Ipkiss, interpretado pelo ator Jim Carrey, utiliza uma
máscara de madeira que dá superpoderes e transforma o seu dono em um outro
elemento completamente diferente. A máscara de madeira pertencia ao deus Lóki.
Ainda dentro do cinema, o filme Apocalypse Now, do diretor
Francis Ford Coppola e lançado em 1979, tem como trilha principal o terceiro
ato da obra de Wagner “Cavalgadas das Valquírias”, que você pode conhecer clicando
aqui.
Certamente existe ainda milhares de outras obras e autores que utilizam a mitologia nórdica como inspiração, mas falar de todas aqui levaria há um texto muito maior.
Entretanto é bem interessante ler e conhecer mais sobre os personagens que compõem essa rica mitologia e entender as possíveis referencias que vemos por ai.

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