Heróis sempre
acompanharam o imaginário popular. Conhecemos histórias de homens divinizados desde
os primeiros registros escritos que conhecemos. Na Grécia antiga, além dos
deuses, temos heróis como Ulisses, Hércules, Aquiles e tantos outros que possuíam
capacidades sobre humanas.
Com o passar
dos anos, novos heróis foram surgindo, alguns dentro do seu tempo histórico,
mas participando de situações adversas que o tornaram especiais. Um bom exemplo
são as lendas do rei Arthur.
No século XX as
histórias ganharam um novo grupo de pessoas com poderes incríveis: Os super
heróis. No final dos anos 30 e começo dos anos 40, tivemos um boom de
personagens com superpoderes e com capacidades extraordinárias que podem fazer
coisas fantásticas.
Tivemos nesse
período a modernização dos deuses, mas agora com capas, máscaras, poderes e
habilidades que atraem milhares de pessoas, principalmente os meninos.
E não importa a
idade, desde cedo é comum vermos crianças em brincadeiras lúdicas imaginado ou
citando que são algum herói e que estão voando, que vão correr super rápido ou
quebrar algo.
As Histórias em
quadrinhos, principal responsável pela apresentação desses novos deuses se
tornaram as principais companheiras de milhares de garotos, que se “perdem” em
meio as histórias de seus heróis favoritos.
Personagens
como o Super-Homem e Homem-Aranha caíram no gosto do público por se
apresentarem como pessoas simples, mas que escodem sua real identidade, para proteger
as pessoas próximas.
E se faltam poderes excepcionais, temos aqueles, como o Batman ou o Homem de Ferro, que são bilionários e utilizam equipamentos altamente tecnológicos para fazer coisas que pessoas comuns não conseguem.
Representação do imaginário
Quem não
gostaria de voar? Ser extremamente forte ou Invencível? Ser um gênio, playboy, bilionário
e filantropo, com capacidade para construir armas e armaduras incríveis?
Não importa o
tipo de poder, quando um garoto não se encontra em seu mundo, ele certamente
irá sonhar ou imaginar como seria ter algum tipo de poder e assim conseguir
enfrentar garotos mais fortes ou maiores do que ele.
Meninos na fase
de transição da infância para a adolescência, momento onde ocorrem muitas
mudanças pessoais, se identificam muito com histórias de super heróis, pois representam
no seu imaginário situações onde poderiam utilizar os seus poderes e ajudar
outras pessoas.
É esse um dos
motivos de o Homem-Aranha/Peter Parker ser um dos heróis mais famosos. A sua
proximidade com o público jovem, representado no pagamento de contas,
tentativas de equilibrar a vida pessoal com as atividades de herói e os
desdobramentos que isso traz o tornam quase que uma pessoa comum.
Clark Kent, o
Super-Homem, também tem um pouco disso. Apesar de ser um alienígena quase
indestrutível, ele possui um trabalho e consegue esconder sua real identidade
muito bem, criando uma personalidade completamente diferente daquela do herói
que as pessoas admiram.
Esse imaginário
popular de deixar de ser, por um tempo, uma pessoa simples para fazer coisas
admiráveis é o que mantem os heróis na cabeça das pessoas. E hoje isso está
ainda mais em evidencia.
Atualmente
temos uma avalanche de filmes baseados nesses personagens e que arrastam cada
vez mais público aos cinemas.
Curtir heróis
deixou de ser uma coisa de garotos geeks e nerds para se tornam sinônimo de
pessoas descoladas. Camisetas, bonecos e outros tantos objetos agora são
relíquias de colecionadores das mais diversas idades.
Vestir uma camiseta
de herói quando adulto é poder voltar ao passado, nos momentos solitários,
acompanhados por uma história em quadrinhos, quando o herói salva o dia e volta
para casa sabendo que fez a coisa certa.
Heróis foram e
ainda serão por muito tempo guias morais e companheiros de garotos nas
primeiras fases da adolescência. E por mais que a tecnologia avance, as
histórias em quadrinhos irão ganhar novos adeptos e fãs que não deixaram de
sonhar que podem ser como um Homem-Aranha ou Super-Homem.
Ainda queremos
ser heróis!!
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