![]() |
| Fonte: Google imagens |
Por: Vagner Melo
Essa semana estreia o novo filme do 007 nomeado como “Sem
tempo para morrer”. Baseados nos livros do escritor Ian Fleming, o agente
secreto mais famoso do mundo chega ao seu 25° filme.
Uma das franquias mais longas da história do cinema e das
mais rentáveis também, com seis atores diferentes, 007 se tornou parte da
cultura pop. E não me pergunte qual o meu ator favorito, não tenho. De certa
forma acredito que cada um contribuiu de algum modo com o personagem.
Personagem esse marcado pelos belos carros, passagens por
lugares fantásticos e exóticos, armas incríveis, sorte no jogo e, logicamente,
as muitas mulheres bonitas que apareceram ao longo dos anos.
Mulheres que com o tempo saíram do estereótipo de inocentes
e indefesas e passaram a ter papéis relevantes para a história.
Para quem assistir hoje aos filmes antigos, como estou
fazendo antes da estreia do próximo, verá que houve uma grande mudança em James
Bond com relação as mulheres. Reflexos de uma mudança na sociedade como um
todo.
Sabemos como o cinema costuma abordar temas relevantes para
a sociedade e em muitos casos precisa estar atento ao que acontece, para se
adequar ao momento histórico vigente.
Hoje James Bond seria considerado um machista ao extremo, covarde,
que usava de violência quando precisava de alguma informação e que via as
mulheres como um elemento insignificante que simplesmente serviria ao prazer
físico. Situação criticada inclusive pelo atual diretor Cary Joji Fukunaga.
Hoje Bond não seria nem metade do que é se tivesse seguido aquele modelo.
Mulheres e mudanças
Incrível como uma mulher consegue mexer com um homem, em
todos os níveis e em todos os sentidos, e isso se aplica ao caso do cinema e com
James Bond também. Mas não apenas no 007, as Mulheres foram ganhando
protagonismo em vários filmes.
Sarah Connor, Katniss Everdeen, Hermione Granger, Princesa
Léia, Daenerys Targaryen são alguns dos exemplos que vimos ao longo dos últimos
anos e que são parte da cultura pop, tão importantes como seus pares
masculinos.
O tempo passou e foram as mulheres, as chamadas “Bond
girls”, que contribuíram para as grandes mudanças no comportamento do
personagem. A mais importante delas, ainda que não seja exatamente uma “Bond
girl”, foi a personagem M, interpretada pela atriz Judd Dench.
Mais do que uma simples chefe, a M de Dench foi um guia para
os dois “Bonds” que contracenaram com ela: Pierce Brosnan e Daniel Craig. E foi
ela quem criticou de forma mais direta o comportamento do personagem. Chamando
o Bond de Pierce Brosnan, no filme Goldeneye de “machista, um cachorro no cio,
uma relíquia da guerra fria”.
E pelo que foi mostrado nos trailers do próximo filme de
Bond, mas uma vez serão as mulheres que darão o tom da história. Pela sinopse
do filme, sabemos que Bond está aposentado e uma mulher assumiu o “cargo” de
agente 007.
Obviamente que James Bond vai assumir novamente o cargo
durante o filme, mas será interessante ver a dinâmica de uma mulher como agente
com permissão para matar.
Daniel Craig se despede do personagem no próximo filme. De
escolha muito criticada quando foi escalado para o papel, Craig foi o que mais
contribuiu para dar uma personalidade complexa a James Bond Deixando um bom
legado para o personagem. Desde a sua primeira participação, em Cassino Royale,
o 007 de Craig foi ganhando mais camadas e profundidade.
Bond cresceu e agora vai passar por uma nova fase, ao
escolher um novo ator que deverá manter o nível de interpretação e exigência
que vem com legado histórico que o personagem possui.
Ansioso para a próxima escolha!!

Nenhum comentário:
Postar um comentário