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| capa do disco - arquivo pessoal |
Não sou escritor. Basicamente escrevo porque gosto, mas não
acho que tenha talento para escrever muito mais do que algumas palavras. Livros
até poderiam ser uma boa, mas falta a criatividade de um Neil Gaiman, J.K
Rowling ou Stephen King. Tolkien então nem se fala.
Estou lendo alguns livros sobre escrita, mas nada que irá me
transformar em um autor de best-seller. Normalmente não uso nenhuma técnica,
apenas escrevo o que vai se acumulando na cabeça, como é o caso desse texto.
Quando junta muita coisa, aí é hora de colocar para fora. Tipo terapia. (😉)
Infelizmente, devido a correria do dia a dia, dificilmente
encontro algum tema que ache interessante para escrever. Mas vezes vem algo
para escrever que fica martelando e dá aquela sensação de ansiedade para
colocar para fora.
Além da escrita, gosto muito de leitura e música que, aliás,
foi o “start” para esse texto. Algumas músicas refletem o momento. Outras
trazem lembranças. Por isso vamos lá.
Se existe magia no mundo, deve ser a música
Temos bons e maus momentos. Talvez os momentos ruins e
difíceis sejam para nos ensinar e lembrar das coisas boas. Naqueles momentos de
solidão ou para distrair, surgem certas músicas que nos fazem parar e ouvir
atentamente o que o cantor está dizendo.
É aí que geramos aquela ligação. As vezes com uma pessoa especifica,
as vezes um lugar ou um momento. Algumas músicas parecem se encaixar
perfeitamente com certas ocasiões.
Por acaso, essa semana veio à vontade ouvir um determinado
disco. O acústico MTV (Unplugged, no inglês) da Alanis Morissette. Para quem
nunca ouviu recomendo, independente do gosto musical.
Sempre gostei de violão. Quer me conquistar é ter alguma
música no formato “voz e violão”, desde que tenha alguns arranjos bacanas, é
claro. Até bandas ou artistas que não curto tanto quando gravam algo nesse
formato paro para ouvir.
Mas, sobre esse disco em especifico, é interessante notar
como ele consegue ser intimista, profundo e, por acaso, atual. Apesar de ter
sido lançado em 1999, cada letra trouxe algo de momento. Para refletir. Difícil
não ouvir ele inteiro. É como uma viagem que você não quer que acabe.
You learn (Você aprende) canção que abre o disco é o princípio
da coisa toda. Sim, você aprende! Seja em qualquer situação, das melhores as
piores, certamente você vai aprender algo ao longo dos dias.
Nesses momentos de alta temática de autoajuda, “You learn”
poderia ser o hit baseado nesse tema, mas escrita muito antes do termo entrar
na moda e de forma bem-feita, não aquela coisa chata que vemos por aí.
As demais músicas passam por momentos que certamente você já
passou seja em pensamentos ou por vivências pessoais. Não dá para descrever
cada uma. Precisaria de um texto especial só para o disco.
Alanis Morissetti tem uma mão para músicas intimas, que fala
com muitas pessoas. Por isso o disco fez sentido nesses dias. Não são todas as
canções é claro, mas no geral, as músicas escolhidas para esse disco seguem uma
trilha da nossa vida pessoal.
Existem aquelas que não são para mim, mas para quem ouvir
“You Oughta Know”, música de 1995, vai perceber que as atuais músicas de
“sofrência”, tão ouvidas e famosas pelas cantoras sertanejas nacionais, já eram
sucesso naquela época. Aliás essas músicas nunca saem de moda, o que muda é o
formato e a qualidade do cantor.
“King of pain” (Rei da dor), cover da banda The Police, é uma daquelas canções que
recebem uma nova roupagem na voz de outro artista e ainda assim consegue ficar
ótima, diria que até melhor que a versão original. E pelo nome nem é preciso
falar muito sobre o que ela trata.
E para finalizar, a música que mais me chamou atenção há
tantos anos: “Univinted” (Não convidado), os arranjos e harmonia, com
introdução ao piano e todo o desenvolvimento da música, é uma mistura de
suavidade e peso que só canções de rock conseguem trazer. E a letra em si, você
pode percebê-la de duas formas.
De um lado como o tema da música propõe, quando alguém entra
na sua vida, mas sem ser convidado e isso não por mal, mas por não ser o
momento de se relacionar com aquela pessoa. Ou quando você não é o “convidado”. Se interessar e não ser exatamente o que
há outra pessoa busca. Fica a seu critério como se enxergar.
Não sou de recomendar músicas, cada pessoa tem o seu gosto e
é chato ficar dizendo “ouça isso ou aquilo”. Mas abra uma exceção para Alanis
Morissette MTV Unplugged. Você pode ter uma grata surpresa.








