Canecas, conversas e café

 

canecas


A leitura da semana envolveu o livro da escritora e jornalista brasileira Ana Holanda “Como se encontrar na escrita”. Toda a obra se baseia em um conceito defendido pela escritora chamado de “escrita afetuosa”.

Dentro do livro existem algumas dicas de exercícios para quem gosta de escrever encontrar uma forma de escrever que vise descobrir de forma interna o que seria a escrita afetuosa. A ideia é usar coisas simples e tentar escrever algo que aproxime mais as pessoas. Então vamos tentar.

Canecas de café

Canecas de café se tornaram um item de extrema importância para quem curte um bom café. Virou objeto para colecionadores e também uma forma de presentear alguém que você goste. Se você fizer uma pesquisa rápida na internet vai encontrar vários modelos com os mais variados desenhos. Do simples aos mais elaborados.

Eu tenho duas. Ganhadas. Além de tomar café unicamente com elas, quando estou em casa, o que fica mesmo é o afeto pelo presente. Já comprei algumas para dar também e acho que gostaram.

As minhas envolvem um símbolo de Hogwarts, para quem é fã de Harry Potter vai saber do que estou falando e outra tem uma frase, dessas que quando lemos nos lembramos daquela pessoa especial. 

As que comprei de presente também envolviam esses elementos. Algo relacionado há algum gosto pessoal e outras com frases. Para essas compras não foi exatamente fácil. As escolhas para cada uma envolvem conhecer o outro. Ou ao menos tentar acertar no presente.

Porém, você quer fazer a escolha perfeita, demonstrar o quanto a outra pessoa é especial na sua vida. E isso demanda um certo tempo. Dar um presente é uma demonstração carinho, gostar e muitas vezes saber ouvir.

Esse talvez seja o maior desafio nos relacionamentos. Ouvir o outro. Tentar se colocar no lugar do outro e entender seus sonhos ou frustrações. Conversas servem para isso. E melhor ainda quando vem acompanhada com café.

Conversas

Conversas e café se complementam como detalhes importantes de momentos incríveis, nos quais as vezes não damos o devido valor.

Unir amigos para tomar um café é hoje quase um desafio. Trabalho, filhos, estudos, enfim a correria do dia nos impede, muitas vezes, de aproveitarmos melhor esses momentos.

Café com amigos envolve confiança, muito bate-papo e, principalmente, risadas. São esses pequenos detalhes que fortalecem os vínculos e tornam momentos simples em especiais.

Certamente você tem aquele amigo ou amiga, pode ser até mais de um, que quando conversam, não importa o tema, o assunto vai render. Pode ser sobre as coisas simples do dia a dia ou conversas mais profundas que envolvem a vida, o mundo, Deus ou problemas pessoais de momento. Não importa. O importante é estar juntos.

Tente se lembrar de alguns desses encontros e de como a conversa se encaminhou por caminhos no qual você nem imaginava e ao olhar para trás não lembrar de como chegou naquele assunto ou o porquê ele foi abordado.

É normal nos perdemos nessas conversas, pois amizade muitas vezes é assim, aproveitar a jornada juntos. Em conversas que comecem com coisas simples como filmes ou livros, por exemplo, e se torne algo maior, que reflete desejos, gostos, sentimentos e vira cumplicidade.

Como diria Renato Russo na letra de Um Dia Perfeito “são as pequenas coisas que valem mais”. E é verdade. Muitas vezes focamos em algo grande, no que está por vir, mas deixamos esses momentos mais simples de lado.

Por isso não perca esses momentos. Café e boas risadas nunca são demais.

Músicas e momentos

 

capa do disco - arquivo pessoal 

Não sou escritor. Basicamente escrevo porque gosto, mas não acho que tenha talento para escrever muito mais do que algumas palavras. Livros até poderiam ser uma boa, mas falta a criatividade de um Neil Gaiman, J.K Rowling ou Stephen King. Tolkien então nem se fala.

Estou lendo alguns livros sobre escrita, mas nada que irá me transformar em um autor de best-seller. Normalmente não uso nenhuma técnica, apenas escrevo o que vai se acumulando na cabeça, como é o caso desse texto. Quando junta muita coisa, aí é hora de colocar para fora. Tipo terapia. (😉)

Infelizmente, devido a correria do dia a dia, dificilmente encontro algum tema que ache interessante para escrever. Mas vezes vem algo para escrever que fica martelando e dá aquela sensação de ansiedade para colocar para fora.

Além da escrita, gosto muito de leitura e música que, aliás, foi o “start” para esse texto. Algumas músicas refletem o momento. Outras trazem lembranças. Por isso vamos lá.

Se existe magia no mundo, deve ser a música

Temos bons e maus momentos. Talvez os momentos ruins e difíceis sejam para nos ensinar e lembrar das coisas boas. Naqueles momentos de solidão ou para distrair, surgem certas músicas que nos fazem parar e ouvir atentamente o que o cantor está dizendo.  

É aí que geramos aquela ligação. As vezes com uma pessoa especifica, as vezes um lugar ou um momento. Algumas músicas parecem se encaixar perfeitamente com certas ocasiões.  

Por acaso, essa semana veio à vontade ouvir um determinado disco. O acústico MTV (Unplugged, no inglês) da Alanis Morissette. Para quem nunca ouviu recomendo, independente do gosto musical.

Sempre gostei de violão. Quer me conquistar é ter alguma música no formato “voz e violão”, desde que tenha alguns arranjos bacanas, é claro. Até bandas ou artistas que não curto tanto quando gravam algo nesse formato paro para ouvir.

Mas, sobre esse disco em especifico, é interessante notar como ele consegue ser intimista, profundo e, por acaso, atual. Apesar de ter sido lançado em 1999, cada letra trouxe algo de momento. Para refletir. Difícil não ouvir ele inteiro. É como uma viagem que você não quer que acabe.

You learn (Você aprende) canção que abre o disco é o princípio da coisa toda. Sim, você aprende! Seja em qualquer situação, das melhores as piores, certamente você vai aprender algo ao longo dos dias.

Nesses momentos de alta temática de autoajuda, “You learn” poderia ser o hit baseado nesse tema, mas escrita muito antes do termo entrar na moda e de forma bem-feita, não aquela coisa chata que vemos por aí.

As demais músicas passam por momentos que certamente você já passou seja em pensamentos ou por vivências pessoais. Não dá para descrever cada uma. Precisaria de um texto especial só para o disco.

Alanis Morissetti tem uma mão para músicas intimas, que fala com muitas pessoas. Por isso o disco fez sentido nesses dias. Não são todas as canções é claro, mas no geral, as músicas escolhidas para esse disco seguem uma trilha da nossa vida pessoal.    

Existem aquelas que não são para mim, mas para quem ouvir “You Oughta Know”, música de 1995, vai perceber que as atuais músicas de “sofrência”, tão ouvidas e famosas pelas cantoras sertanejas nacionais, já eram sucesso naquela época. Aliás essas músicas nunca saem de moda, o que muda é o formato e a qualidade do cantor.  

“King of pain” (Rei da dor), cover da banda The Police, é uma daquelas canções que recebem uma nova roupagem na voz de outro artista e ainda assim consegue ficar ótima, diria que até melhor que a versão original. E pelo nome nem é preciso falar muito sobre o que ela trata.

E para finalizar, a música que mais me chamou atenção há tantos anos: “Univinted” (Não convidado), os arranjos e harmonia, com introdução ao piano e todo o desenvolvimento da música, é uma mistura de suavidade e peso que só canções de rock conseguem trazer. E a letra em si, você pode percebê-la de duas formas.

De um lado como o tema da música propõe, quando alguém entra na sua vida, mas sem ser convidado e isso não por mal, mas por não ser o momento de se relacionar com aquela pessoa. Ou quando você não é o “convidado”. Se interessar e não ser exatamente o que há outra pessoa busca. Fica a seu critério como se enxergar.

Não sou de recomendar músicas, cada pessoa tem o seu gosto e é chato ficar dizendo “ouça isso ou aquilo”. Mas abra uma exceção para Alanis Morissette MTV Unplugged. Você pode ter uma grata surpresa.

Gestão de tempo: como anda a sua?


 


Muitas pessoas se preocupam com os processos de gerenciamento de tempo, porém a grande maioria se engana. Não gerenciamos o tempo, e sim a nossa vida pessoal.

Porém, o contexto de gestão de tempo parece fazer mais sentindo nesses tempos “corridos” pelo qual passamos.

As pessoas se habituaram a estar sempre na correria, sempre andando “contra o relógio”, pensando no futuro, na próxima tarefa e esquecem de focar no momento e sempre reclamam de não terem tempo.

Entretanto, o tempo é igual para todos. O dia sempre terá 24h e isso você não poderá mudar, porém poderá alterar a forma como atua nesse período.

Temos a percepção que o tempo está passando mais rápido, mas não seria isso, por que estamos sempre correndo atrás de algo? Veja quantas atividades e compromissos você aceita fazer no mesmo dia e, enquanto faz uma, se preocupa com aquela que ainda está por vir.

Focar no momento é o segredo.

Tempo desperdiçado

Quanto tempo você passa conectado? Quando tempo você fica refletindo sobre o passado ou pensando no futuro?

Muito dessas atividades geram dois problemas: primeiro a ansiedade em ficar esperando por algo; segundo a perda do tempo, que poderia estar sendo direcionada para uma atividade mais proveitosa.

Atualmente, os brasileiros são campeões de tempo no uso de celular - 5,4 horas dia; somos o segundo pais que passa mais tempo conectado à internet - 10h8min o que equivale a 154 dias no ano; e o terceiro em redes sociais – 3h42min, que equivale a 56 dias no ano. Números que obviamente aumentaram devido a pandemia de Covid-19.

A possibilidade de conseguir informações rápidas ou ter um retorno de um amigo em poucos instantes, deixaram as pessoas extremamente ansiosas.

A tecnologia nos aproximou e criou a oportunidade de desenvolver algumas atividades em menor tempo, entretanto tirou muito da nossa atenção.

Perdemos a capacidade de focar no momento. Em 2015, a Microsoft revelou, em estudos feitos no Canada, que o tempo de atenção de uma pessoa é de apenas oito segundos, tempo menor que o de um peixinho dourado de aquário.

Essa perda de capacidade de atenção implica em desenvolver atividades que requerem mais foco como ler um texto mais longo, ou mesmo escrever.

Mas falar apenas do tempo que desperdiçamos não resolve nada. Precisamos entender como resolver isso.

E como começamos? Se pergunte: o que de fato é importante para você?

O que é importante para você?

Para cada pessoa essa pergunta terá uma resposta diferente, por isso não há resposta certa ou errada. Tudo vai depender do momento de vida da pessoa, sentimentos, objetivos, família, estudos, trabalho, dinheiro etc.

Mas para começar a gerir o seu tempo de forma mais eficaz, comece por essa pergunta: o que é importante para você?

Reflita bem, isso irá te levar pelos caminhos do autoconhecimento, que seria o primeiro passo para você começar a ter uma gestão de tempo mais eficaz. Definir o que é relevante na sua vida, irá evitar aqueles momentos de “apagar incêndio” constantemente.

E isso não serve apenas para vida pessoal, mas para a vida profissional também. Estabeleça o que é importante e evite, assim, a correria do urgente, do atraso ou do circunstancial.

Normalmente as pessoas passam mais tempo fazendo coisas urgentes, como trabalhos de faculdade no dia anterior a entrega ou decidem estudar para uma prova momentos antes de fazê-la.

E essa deixa para a “última hora” é o que gera o estresse, pois é nesse momento que a pessoa entende que corre o risco de não conseguir entregar o que é preciso na data correta.

E, ao entender o mal que é deixar tudo para depois ou fazer algo que não tem necessidade naquele momento, é que os nossos padrões de comportamento e mentalidade começam a mudar.

Mudar o nosso padrão de pensamentos e hábitos é uma das tarefas mais difíceis de serem feitas. Muitos dos nossos hábitos estão tão arraigados que nem sabemos como começamos a tê-los.

Por isso, começar pequeno, com coisas simples pode te ajudar melhor. Para quem gosta, papel e caneta ajudam, e muito, nos momentos de mudança. Pois é uma forma mais simples de tornar o abstrato, que está na sua cabeça, em algo visual, no papel.

Mas só achar que escrever ou anotar as coisas de outra forma vai ajudar é errado. Planejar é a chave.

Sem planos, metas e objetivos não temos o que buscar e nem conseguiremos medir, quando necessário, se as coisas estão dando certo.  

Encontrar ferramentas que complementam o planejamento

Unir o planejamento a certas ferramentas ou métodos facilitam o processo de gestão.

Planilhas de Excel, calendários, aplicativos de gestão de tempo como o Trello ou, para quem prefere algo mais manual, papel e caneta são bons princípios para quem quer começar.

Como métodos que podem te ajudar, a matriz Eisenhower, que recebe esse nome em homenagem ao 34º presidente dos EUA Dwight D. Eisenhower, e que era uma pessoa extremamente eficiente no que fazia, é um método que divide as atividades em importante e urgente.

E existem ainda alguns métodos pensados justamente para a gestão, como o “pomodoro”, que consiste em dividir o tempo em 25 minutos de atenção com 5 de descanso. Ou o Kaban, palavra japonesa que significa “sinalização” e tem como base a utilização de cartões, como o post it, para você visualizar melhor o que precisa.

Obviamente que o autoconhecimento e o planejamento funcionarão de formas diferentes para cada pessoa. Por isso, se um método não funcionar para você, NÂO DESISTA, você pode experimentar outras formas.

O importante é você não desanimar. Apenas reaprenda a andar.

O chamado à aventura


O chamado à aventura

por: Vagner Melo

Você certamente já passou por alguns momentos na sua vida no qual não sabia como agir e tenha ficado com medo de não conseguir resolver os problemas pessoais que surgiram.

Algumas situações surgem quase que de forma inexplicável e você sente uma necessidade de mudar. Talvez você possa não saber exatamente o quê e nem como, mas sabe que deve alterar algo na sua vida.

Esse momento podemos considerá-lo como “o chamado à aventura”.

Para quem nunca ouviu falar sobre esse termo, saiba que ele foi criado pelo escritor, pesquisador e mitologista Joseph Campbell no seu livro “O Herói de Mil faces”, publicado em 1949.

Campbell, que era apaixonado por mitologia e religião, além dos estudos psicológicos e descobertas de Carl Jung e Freud, percebeu, através de seus estudos, que grande parte das histórias no qual muitos de nós cresceram ouvindo e lendo, seguiam quase que um padrão comum.

No livro, Campbell aponta que os “heróis” das histórias, sejam elas religiosas ou mitológicas, passam por 12 etapas como “o mundo comum”, “a recusa do chamado”, “a travessia do primeiro limiar”, além do chamado à aventura.

É por isso que histórias como Star Wars, Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Matrix, Jogos Vorazes e muitas outras acabam caindo no gosto popular. Todas elas apresentam o mesmo estilo narrativo, que hoje é defendido como uma boa maneira de se contar uma história de sucesso.

Essas histórias são aquelas que nos inspiram, que fornecem os mais diversos desafios aos seus personagens, onde eles vencem seus medos e limitações e retornam para casa, ao final da aventura, como um indivíduo melhor.

A jornada do herói

A jornada do herói é como uma representação arquetípica das nossas vidas, repleta de desafios, momentos alegres e tristes, vitórias e derrotas, mudanças e transformações.

O chamado à aventura é aquela necessidade que sentimos quando queremos mudar ou experimentar algo novo. É quando algo não vai bem, como a falta de um emprego ou um trabalho de que não gostamos e queremos muda.

Mas muitas vezes temos medo dessa mudança, pois não acreditamos no nosso potencial. E talvez a nossa primeira grande aventura seja a saída da casa dos pais, pois sim, isso se relaciona diretamente com o que Campbell percebeu.

Pode não parecer, mas “sair de casa” pela primeira vez é um grande passo para muitas pessoas que, assim como muitos heróis mitológicos, estão totalmente confortáveis no seu “mundo comum” e inicialmente se recusam ou hesitam em aceitar o chamado, pois não acreditam que serão capazes de conseguir sobreviver sozinhos.

E essa saída, a passagem pelo primeiro limiar, é quando acontecem as descobertas de um novo mundo, as vezes sozinho, mas que contará com novos “personagens”, alguns aliados e por que não, também com alguns inimigos.

Aqui é o momento de descobertas internas, o conhecimento das nossas forças e de perceber que possuímos uma capacidade antes desconhecida.

Histórias de ficção e fantasia podem parecer criações imaginativas que poucos tem capacidade de criar, mas elas são na verdade partes inconscientes de nós mesmos.

Pensamos que não conseguiremos realizar coisas gigantescas, mas pense em tudo o que você já fez ou realizou ao longo da sua vida. Certamente, em algum momento, alguém olhou para você e pensou que nunca conseguiria fazer as coisas que você faz.

Nos inspiramos em personagens fantásticos, mas por que não sermos nós a inspirar alguém?

As vezes o chamado está aí, basta colocar o pé para fora. A sua jornada está só começando. Não tenha medo!

Queremos ser heróis

 

Queremos ser Heróis


Por: Vagner Melo 

Heróis sempre acompanharam o imaginário popular. Conhecemos histórias de homens divinizados desde os primeiros registros escritos que conhecemos. Na Grécia antiga, além dos deuses, temos heróis como Ulisses, Hércules, Aquiles e tantos outros que possuíam capacidades sobre humanas.

Com o passar dos anos, novos heróis foram surgindo, alguns dentro do seu tempo histórico, mas participando de situações adversas que o tornaram especiais. Um bom exemplo são as lendas do rei Arthur. 

No século XX as histórias ganharam um novo grupo de pessoas com poderes incríveis: Os super heróis. No final dos anos 30 e começo dos anos 40, tivemos um boom de personagens com superpoderes e com capacidades extraordinárias que podem fazer coisas fantásticas.

Tivemos nesse período a modernização dos deuses, mas agora com capas, máscaras, poderes e habilidades que atraem milhares de pessoas, principalmente os meninos.

E não importa a idade, desde cedo é comum vermos crianças em brincadeiras lúdicas imaginado ou citando que são algum herói e que estão voando, que vão correr super rápido ou quebrar algo.

As Histórias em quadrinhos, principal responsável pela apresentação desses novos deuses se tornaram as principais companheiras de milhares de garotos, que se “perdem” em meio as histórias de seus heróis favoritos.

Personagens como o Super-Homem e Homem-Aranha caíram no gosto do público por se apresentarem como pessoas simples, mas que escodem sua real identidade, para proteger as pessoas próximas.

E se faltam poderes excepcionais, temos aqueles, como o Batman ou o Homem de Ferro, que são bilionários e utilizam equipamentos altamente tecnológicos para fazer coisas que pessoas comuns não conseguem. 

Representação do imaginário

Quem não gostaria de voar? Ser extremamente forte ou Invencível? Ser um gênio, playboy, bilionário e filantropo, com capacidade para construir armas e armaduras incríveis?

Não importa o tipo de poder, quando um garoto não se encontra em seu mundo, ele certamente irá sonhar ou imaginar como seria ter algum tipo de poder e assim conseguir enfrentar garotos mais fortes ou maiores do que ele.

Meninos na fase de transição da infância para a adolescência, momento onde ocorrem muitas mudanças pessoais, se identificam muito com histórias de super heróis, pois representam no seu imaginário situações onde poderiam utilizar os seus poderes e ajudar outras pessoas.

É esse um dos motivos de o Homem-Aranha/Peter Parker ser um dos heróis mais famosos. A sua proximidade com o público jovem, representado no pagamento de contas, tentativas de equilibrar a vida pessoal com as atividades de herói e os desdobramentos que isso traz o tornam quase que uma pessoa comum.

Clark Kent, o Super-Homem, também tem um pouco disso. Apesar de ser um alienígena quase indestrutível, ele possui um trabalho e consegue esconder sua real identidade muito bem, criando uma personalidade completamente diferente daquela do herói que as pessoas admiram.

Esse imaginário popular de deixar de ser, por um tempo, uma pessoa simples para fazer coisas admiráveis é o que mantem os heróis na cabeça das pessoas. E hoje isso está ainda mais em evidencia.

Atualmente temos uma avalanche de filmes baseados nesses personagens e que arrastam cada vez mais público aos cinemas. 

Curtir heróis deixou de ser uma coisa de garotos geeks e nerds para se tornam sinônimo de pessoas descoladas. Camisetas, bonecos e outros tantos objetos agora são relíquias de colecionadores das mais diversas idades.

Vestir uma camiseta de herói quando adulto é poder voltar ao passado, nos momentos solitários, acompanhados por uma história em quadrinhos, quando o herói salva o dia e volta para casa sabendo que fez a coisa certa.

Heróis foram e ainda serão por muito tempo guias morais e companheiros de garotos nas primeiras fases da adolescência. E por mais que a tecnologia avance, as histórias em quadrinhos irão ganhar novos adeptos e fãs que não deixaram de sonhar que podem ser como um Homem-Aranha ou Super-Homem.

Ainda queremos ser heróis!!

 

007 – Mulheres e mudanças

Fonte: Google imagens



Por: Vagner Melo 

Essa semana estreia o novo filme do 007 nomeado como “Sem tempo para morrer”. Baseados nos livros do escritor Ian Fleming, o agente secreto mais famoso do mundo chega ao seu 25° filme.

Uma das franquias mais longas da história do cinema e das mais rentáveis também, com seis atores diferentes, 007 se tornou parte da cultura pop. E não me pergunte qual o meu ator favorito, não tenho. De certa forma acredito que cada um contribuiu de algum modo com o personagem.

Personagem esse marcado pelos belos carros, passagens por lugares fantásticos e exóticos, armas incríveis, sorte no jogo e, logicamente, as muitas mulheres bonitas que apareceram ao longo dos anos.

Mulheres que com o tempo saíram do estereótipo de inocentes e indefesas e passaram a ter papéis relevantes para a história.

Para quem assistir hoje aos filmes antigos, como estou fazendo antes da estreia do próximo, verá que houve uma grande mudança em James Bond com relação as mulheres. Reflexos de uma mudança na sociedade como um todo.

Sabemos como o cinema costuma abordar temas relevantes para a sociedade e em muitos casos precisa estar atento ao que acontece, para se adequar ao momento histórico vigente. 

Hoje James Bond seria considerado um machista ao extremo, covarde, que usava de violência quando precisava de alguma informação e que via as mulheres como um elemento insignificante que simplesmente serviria ao prazer físico. Situação criticada inclusive pelo atual diretor Cary Joji Fukunaga.

Hoje Bond não seria nem metade do que é se tivesse seguido aquele modelo.

Mulheres e mudanças

Incrível como uma mulher consegue mexer com um homem, em todos os níveis e em todos os sentidos, e isso se aplica ao caso do cinema e com James Bond também. Mas não apenas no 007, as Mulheres foram ganhando protagonismo em vários filmes.

Sarah Connor, Katniss Everdeen, Hermione Granger, Princesa Léia, Daenerys Targaryen são alguns dos exemplos que vimos ao longo dos últimos anos e que são parte da cultura pop, tão importantes como seus pares masculinos.

O tempo passou e foram as mulheres, as chamadas “Bond girls”, que contribuíram para as grandes mudanças no comportamento do personagem. A mais importante delas, ainda que não seja exatamente uma “Bond girl”, foi a personagem M, interpretada pela atriz Judd Dench.

Mais do que uma simples chefe, a M de Dench foi um guia para os dois “Bonds” que contracenaram com ela: Pierce Brosnan e Daniel Craig. E foi ela quem criticou de forma mais direta o comportamento do personagem. Chamando o Bond de Pierce Brosnan, no filme Goldeneye de “machista, um cachorro no cio, uma relíquia da guerra fria”.

E pelo que foi mostrado nos trailers do próximo filme de Bond, mas uma vez serão as mulheres que darão o tom da história. Pela sinopse do filme, sabemos que Bond está aposentado e uma mulher assumiu o “cargo” de agente 007.

Obviamente que James Bond vai assumir novamente o cargo durante o filme, mas será interessante ver a dinâmica de uma mulher como agente com permissão para matar.

Daniel Craig se despede do personagem no próximo filme. De escolha muito criticada quando foi escalado para o papel, Craig foi o que mais contribuiu para dar uma personalidade complexa a James Bond Deixando um bom legado para o personagem. Desde a sua primeira participação, em Cassino Royale, o 007 de Craig foi ganhando mais camadas e profundidade.

Bond cresceu e agora vai passar por uma nova fase, ao escolher um novo ator que deverá manter o nível de interpretação e exigência que vem com legado histórico que o personagem possui.

Ansioso para a próxima escolha!!

O poder dos quietos

 



Por: Vagner Melo 

Acabei de finalizar mais um livro “O poder dos Quietos”. Já não sei quantos foram esse ano, mas a preocupação é a qualidade, não a quantidade.

Vejo em alguns lugares as pessoas comentando orgulhosas sobre a quantidade de livros que leram. Para livros de ficção até, talvez, a quantidade possa ser uma boa, mas no geral prefiro mesmo a qualidade.

Acredito que essa “pressa” em ler vários livros sejam reflexo do nosso momento atual. Rápido, ágil, com propósitos de fim e não de aproveitar o que seria a jornada.

Para mim, livros hoje, além de ficção e fantasia para distrair e aumentar o leque de conhecimentos em nerdices, devem contribuir com algo, seja conhecimento teórico, ou seja, mais acadêmicos, ou aqueles que possam contribuir com o crescimento pessoal, mas nada de livros de autoajuda.

Tenho uma certa antipatia com esse modelo de livro. Já li alguns, mas vejo que eles basicamente falam sobre coisas que você já sabe, apenas não faz. Livros de autoajuda servem para uma única pessoa, aquele que escreveu.

Mas voltando a falar sobre a leitura de “O poder dos quietos”, que a principio pode parecer desses que citei, é na verdade um livro mais voltado para o lado psicológico e aponta alguns dos motivos que tornam muitas pessoas introvertidas.

Aspectos esses que vão da parte biológica, com o desenvolvimento do nosso cérebro, sistema límbico, amigdala, até elementos sociais, como nossa cultura em tentar fazer com que todos sejam sociáveis e comunicativos.

Hoje vivemos em um momento onde para se ter sucesso é preciso ser extrovertido, comunicativo, fazer o chamado network e estar presente nas redes para ser lembrado. Entretanto nem todas as pessoas se encaixam nesse meio.

Introvertidos de carteirinha

 

O livro foi lançado em 2012, mas só descobri agora e se tornou interessante para mim justamente por falar sobre pessoas como eu: Introvertidos de carteirinha. Pessoas que na maioria dos casos, ainda que possam socializar com pessoas próximas, sentem mais dificuldades em se expor.

E a melhor parte, não tem nada dizendo sobre: não seja assim, faça isso ou faça aquilo e mude. Escrito por uma autora americana chamada Susan Cain, o livro aponta as características, capacidades e traços de personalidade que compõem um introvertido, sendo que ela mesma se define como uma.

E nada melhor do que um livro que fale um pouco sobre como você é ou como você se vê e aponte suas principais características como uma qualidade, não como uma falha individual, e que poucos observam ou entendem.

Para quem é introvertido é comum crescer ouvindo das demais pessoas que é preciso se soltar mais, se expor e ser aquele que vai atrair a atenção de todos ao chegar em um determinado ambiente. pessoas introvertidas preferem o canto, o backstage, não o centro do palco.

Das características apresentadas encontramos a pouca vontade em sair, preferir ficar em casa lendo bons livros, se expressar através da escrita ou de outras formas de arte, que são as maneiras que muitos introvertidos encontram para marcar o seu lugar.

E exemplos de pessoas assim não faltam: J.K Rowling, autora de Harry Potter, Bill Gates, Albert Einstein, Rosa Parks, Mahatma Gandhi, isso só para citar alguns dos nomes mais famosos, o que mostra, para aqueles que acreditam que para ter sucesso é preciso ser expansivo e aberto, que os introvertidos também tem um grande valor.

Obviamente que mesmo essas pessoas citadas precisaram aprender ao longo dos anos a se expor, mas não perderam suas essências ao longo das suas vidas.

Mesmo que você não seja um introvertido recomendo a leitura, ao menos para entender como essas pessoas se sentem. Certamente você já teve contato com alguém assim em algum momento. “O Poder dos quietos” vai te ensinar um pouco em como lidar com introvertidos e como se conectar melhor com eles.

E vai entender também que se eles não falam sobre certos assuntos, como relacionamentos, é porque ainda precisam aprender a lidar com certos medos e anseios. 

São tempos de mudanças

 

São tempos de mudanças


Por: Vagner Melo

São tempos de mudança por aqui. Não apenas pessoais, mas, quem sabe, profissionais também.

Mudanças não são fáceis. É preciso entender o que se quer, ter paciência, disciplina, alterar maus hábitos, enfim, mudar o que não vêm bem.

O filósofo grego Heráclito dizia que “nada é permanente, exceto a mudança”, podemos até não perceber, mas estamos, assim como a natureza, em constantes transformações.

Entretanto, não percebemos essas mudanças, pois muitas podem ser pequenas e queremos sempre ver as coisas acontecendo.  

Infelizmente muitos querem mudanças rápidas. Incentivados pela tecnologia e o acesso fácil a milhares de informações, a sociedade atual se mostra em uma constante aceleração, influenciando nosso desejo de velocidade.

Coisas como respirar, parar, refletir, analisar e, principalmente, ouvir, ficaram de lado. Tudo é promovido para estarmos sempre atualizados e em constante produção. E basta um clique para dar o próximo passo.

E segue aquele sentimento de que está faltando algo, mas que tudo está indo rápido demais e que não vemos o tempo passar. Talvez seja isso que deixa a sensação de que a humanidade está se perdendo.

No início da pandemia, quando o número de mortos ao redor do mundo aumentou de forma assustadora e as restrições sanitárias impediram que as pessoas circulassem à vontade pelas ruas, o que mais se ouvia era de que o mundo mudaria. As relações mudariam e as pessoas sairiam da pandemia bem melhores.

Será que saíram?

São poucos ou foram poucos os que respeitaram de fato o distanciamento social. E aqui não me refiro aquelas pessoas que precisaram trabalhar e enfrentar metro e ônibus lotado. Se aqui fosse um país sério, de governantes que se preocupavam de fato com o povo, talvez fossemos um país mais estruturado e não teríamos tantos problemas sociais.

Estou me referido aqueles casos de pessoas em festas, baladas, pessoas na rua sem máscara e dos negacionistas que diziam que a pandemia era apenas invenção. Certamente você deve ter ouvido algo próximo a isso de alguém que conhece.

Contudo, por um momento, a terra respirou. O céu ficou mais azul. Comportamentos de alguns animais na natureza mudaram, tudo isso devido à falta de interferência humana.

Entretanto, como é mais difícil mudar o mundo, ficamos apenas no âmbito pessoal. Mudanças pequenas, entretanto, que fazem grande diferença.

É hora de se voltar para dentro. Ouvir aquela voz interior e encontrar um caminho. Um propósito.

Proposito

No filme Matrix - Reloaded em uma das cenas, o agente Smith fala sobre propósito. Segundo ele “sem propósito, não existimos”.  O que se pararmos para pensar, faz todo sentido.

Quantas vezes já não nos sentimos perdidos, sem saber o que fazer ou qual caminho seguir. Isso pode ser a falta de um propósito.

As vezes olhar para dentro, pensar no que queremos e gostamos, refletir sobre nossas habilidades, ainda que você não acredite que possua uma. Certamente você tem, basta apenas encontrá-la.

O mundo precisa de pessoas em várias profissões, com diversas caraterísticas, desde a profissão mais simples ao médico que salva vidas, do mais tímido ao mais extrovertido. É necessário a variação de atividades ou todos seriamos iguais.

Eu ainda estou nessa busca. Está na hora de encontrar um proposito, de fazer mudanças.

Onde estavam os nossos heróis?

 

onde estavam nossos heróis?/arquivo pessoal

Por: Vagner Melo

Há 20 anos eu chegava da escola. Pronto para, enquanto almoçava, assistir desenhos. Coisa básica de adolescente depois da aula. Almoço e desenho. De heróis melhor ainda.

Porém, ao ligar a televisão para assistir o dito desenho (Dragon Ball ou X-Men - Evolution, não lembro qual agora!), eis que na tv está passando dois prédios em chamas. Dois aviões haviam batido nesses prédios.

O primeiro aparentemente por acidente, afinal quais as chances de isso acontecer? Já o segundo de forma premeditada. E ali começava um lado escuro do novo milênio.

Inicialmente era apenas a frustração por não assistir o que estava acostumado (saí disso, não quero notícias, volta o desenho!!), mas com o tempo fui entendendo a situação, as suas implicações e que aquilo era uma mudança.

Anos mais tarde (muitos inclusive), ao fazer a pesquisa para meu TCC para o curso de jornalismo descubro uma questão interessante. A primeira mídia a falar sobre aquele acontecimento, a essa altura, você já deve saber qual, o 11 de setembro de 2001, foram os quadrinhos.

Obviamente que a televisão discutiu o 11 de setembro a torto e a direito, ainda mais na época, hoje só próximo a data do ocorrido, como hoje. Mas meios jornalísticos televisivos vivem do momento, do agora, então, aquela pauta era fresca. Mas para as outras mídias, a chamada indústria cultural, há um trabalho maior.

O quadrinho escolhido era do Homem-Aranha, escolhido por ser ele o símbolo daquele lugar. Se você já leu algo ou assistiu alguns dos filmes do aranha, sabe que Nova Iorque é o seu habitat. E aquela edição do amigão da vizinhança “Homem-Aranha – Em memória da tragédia de 11 de setembro” saiu um mês após o atentado, com capa preta, de luto, sem as habituais ilustrações coloridas.

E onde estavam os nossos heróis? Como deixaram isso acontecer? Onde estava o Super-Homem, o Capitão América, o Hulk (ele certamente teria evitado isso), o Batman, os X-Men? Essas eram as perguntas do quadrinho.

Símbolos que caem

Pesquisei aquele quadrinho por um motivo, o contexto histórico que ele trazia, afinal ali estava um marco da história ocidental. Algo que marcaria a história do mundo e principalmente do seu país, os Estados Unidos.

Fato tão impactante que até hoje, 20 anos depois, ainda temos alguns desdobramentos. Naquele momento não aconteceu apenas um atentado terrorista, como os muitos que ocorreram nos anos seguintes, mas um desafio: Atacar o país mais poderoso do mundo. Colocá-lo de joelhos. Perdido. Mostra eu ele “não é tudo isso”.

Seus símbolos foram atacados. World Trade Center, Pentágono, Casa Branca, tudo que remete ao orgulho americano. Cada símbolo que representa um contexto diferente e importante. O filme virou realidade (lembra da cena de explosão da Casa Branca no filme Independence Day?), a Casa Branca não foi explodida, mas foi por pouco.

Destruir um símbolo é talvez a forma mais inteligente de minar as forças de um adversário. Ainda que uma guerra não seja vencida, se você tirar o principal símbolo adversário, se você atacar uma ideia ou ideal central, o resto desaba, como em uma trilha de dominó.

Quantas vezes você já viu os seus heróis preferidos se questionarem sobre seus ideais, suas escolhas. O Capitão América, talvez maior símbolo de herói americano, até trocou suas cores quando parou de acreditar no ideal americano.  

Passamos novamente por um momento assim. Talvez ainda um reflexo daquele fatídico dia. Questionamentos sobre o que acreditamos, sobre como vemos as coisas. Se estamos no caminho certo. E principalmente para onde estamos caminhando.

É momento de refletir. Talvez tivesse sido melhor assistir ao desenho que não passou no inicio do texto. A realidade da tv nos tirou o apetite.

E ficam aqui duas perguntas, uma que você já deve ter ouvido em algum lugar hoje: Onde você estava em 11 de setembro de 2001?

E

Onde nossos heróis estão?

 

 

 

 


Nós criamos nossos inimigos


Por: Vagner Melo

Sempre que há uma crise, buscamos formas simples para solucionar os nossos problemas. E como nosso cérebro se acostuma com coisas simples e busca não fazer muito esforço, procuramos as soluções mais rápidas.

Alguns dos nossos problemas costumam aparecer com o tempo e não nos damos conta e quando o vemos, fica mais difícil de resolver.

Quer um exemplo?

Queremos uma vida saudável, mais saúde, mas temos hábitos alimentares ruins e, principalmente, uma certa preguiça em atividades físicas.

E aí vem aquela resolução. Vou mudar!!

Imagine ter que começar tudo de novo. Do zero. Mudar hábitos que já duram anos, tudo para chegar ao ideal que você deseja.

Mas nesse momento você acredita que não conseguirá. Que é muito difícil, que as coisas poderiam ser mais simples. Nesse caso, você é, aqui, o seu inimigo. E você o criou. Ainda que de forma inconsciente.

Ah, mas eu sou feliz assim!! Ok. Ótimo, que bom.

Mas e nas outras coisas?

Costumamos procrastinar em um relatório no trabalho, nos textos que devemos escrever, nas atividades do dia a dia (Ah depois eu faço/Depois eu vejo/Vamos ver), e isso se torna um hábito ruim e, ainda por cima, acumula uma quantidade de coisas que nos deixam com crises de ansiedade.

Pois é nesse momento que seu cérebro fica remoendo as coisas que você precisa fazer. Isso sem contar os nossos medos, falta de autoestima, falta de disciplina e outras faltas que podemos ter.

E temos aqui o nosso inimigo. Nós mesmos.

Talvez o nosso maior desafio não são os desafios que a vida traz, mas vencer nossas acomodações, pensamentos, nossos hábitos.

E não pense você que isso se limita apenas ao seu mundo pessoal. Queremos mudar o mundo. Sim e quem não quer?

Mas sabe aquela história de “essa culpa eu não carrego”? Bom talvez não seja bem assim.

Pensemos no nosso atual momento. A crise que o país está passando não começou hoje. Sem contar a pandemia, as outras situações como desemprego, falta de segurança, economia, já vem de uma série de erros anteriores.

Você pode não apoiar o atual governo, o presidente, seus ministros e demais componentes dos governos atuais. Mas talvez apoie os que estavam antes, que, se não são tão ruins quanto estes, também não são tão melhores assim.

Hoje, o país vive um momento de crise que a atual geração não vai esquecer. Podemos dizer que estamos vivendo um momento importante na nossa história.

E a história está aí para nos ensinar que situações de crise geram problemas ainda maiores quando fechamos os olhos para certos sinais. A ascensão do Nazismo foi um exemplo. A partir de uma crise econômica, um grupo, liderados por uma pessoa, chegou ao poder com um certo apoio e criou um dos piores momentos da história mundial.

A chegada do atual presidente brasileiro ao poder se deu por um motivo: o governo passado gerou uma crise em vários níveis que possibilitou a abertura para que uma pessoa sem nenhum preparo chegasse ao poder.

E aqui não estou nem falando das barbaridades que o atual mandatário nacional fala, me refiro a sua total incompetência em estar onde está. Os sinais vinham aparecendo, mas quem permitiu de fato que ele chegasse lá, foram as pessoas que contribuíram para um dos maiores escândalos de corrupção que vimos.

E aí você soma, crises econômicas, escândalos de corrupção, país indo ladeira abaixo, isso contribui para aparecer aqueles “revolucionários”, “mitos”, ou qualquer outro ser messiânico que possa surgir. Os supostos heróis que darão um jeito em tudo, porque são diferentes. E são esses que encontram vozes similares e começam a fazer barulho.

Mas então vemos que tudo não passou de retórica. Na verdade, eles não são tão diferentes assim. Pode mudar o lado ou a cor, mas no final do dia, só se importam com seus pares, amigos, parentes. E o resto que se vire.

A esquerda criou o seu pior inimigo. Mas isso devido aos seus próprios erros.

Por que temos um governo atual assim? Porque os anteriores foram tão ruins quanto.

Por que sua vida não vai adiante da forma como você gostaria? Talvez porque em algum momento você relaxou, se acostumou e chegou em uma zona de conforto que agora não consegue sair.

Reflita sobre o seu momento e o que você quer mudar. Reflita sobre os atuais governantes, aqueles que estão no poder e aqueles que querem voltar a ele. Será que todos eles são o que você gostaria?

Se nada estiver como você gostaria, marque um ponto de virada.

Pense: “Vocês não me representam!!”.


Se não há tempo, como achar tempo?

tempo
 

Por: Vagner Melo

Como você passa o seu tempo?

Não pergunto sobre como você gasta o seu tempo, pois “gastar” poderia significar estragar ou reduzir o tempo de alguma forma.

O tempo é um dos assuntos mais intrigantes da ciência. Como ele funciona, o que ele é, por que para alguns passa mais rápido do que para outros, enfim, perguntas sobre o tempo são inúmeras.

E mesmo os grandes filósofos da nossa história já buscaram entende-lo, mas estamos longe de encontrar uma resposta satisfatória.   

Hoje, temos a sensação de que o tempo está passando cada vez mais rápido. E ficamos com a sensação de não termos tempo suficiente e se não há tempo, como achar tempo?

Como diria Cazuza: “O tempo não para”.

O dia, como sabemos tem 24h. isso é igual para todos, sem negociação. Mas sempre reclamamos da sua falta.

Não será isso falta de planejamento?

Talvez estejamos fazendo mais coisas do que deveríamos. Acumulamos funções, algumas, diria até que desnecessárias.

Cuidar da casa, filhos, namoro, trabalhar, estudar, sair com os amigos, maratonar séries, ler um livro, enfim, situações das quais vivenciamos no dia a dia.

Queremos fazer muitas coisas ao mesmo tempo e ficamos ansiosos para acabar o que estamos fazendo, para logo começar outra atividade.

O maratonar séries é um bom exemplo disso. Queremos chegar rapidamente ao fim, saber o que acontece no final e não aproveitamos o caminho trilhado. E assim que acaba, nem refletimos sobre o final, já vamos para a próxima.

E assim vamos levando a vida também. Sem aproveitar o caminho, reclamando que não temos tempo. Que tudo está passando mais rápido.

Levantamos de manha pensando em chegar no trabalho. No trabalho pensamos em chegar em casa ou talvez, se for o caso, ir para a faculdade. Na faculdade não vemos a hora de chegar em casa e descansar.

É sempre o futuro e nunca o presente. Talvez seja isso que mude nossa percepção.

E acontece também, em muitos casos, de estarmos fazendo mais de uma coisa ao mesmo tempo. Como estar escrevendo um texto e ouvindo música ou olhando o celular. Este (celular), aliás é o nosso maior “ladrão” de tempo.

O aparelho celular se tornou uma extensão do nosso braço. E possivelmente, você que está lendo esse texto, se não estiver lendo através da tela do seu mobile, está com ele a menos de um metro de distância de você.

Queremos nos conectar com quem está longe, mas quando estamos perto focamos em quem está longe, e assim vai indo.

 Mas o que fazer então?

Pare e reflita se você não está acumulando muitas funções. Veja o que de fato é importante. O que precisa ser feito agora e o que pode esperar.

Se for um trabalho curto, como lavar uma louça, faça! Não espere para depois. Dependendo da situação, dívida suas tarefas em etapas ou com outras pessoas. Você não precisa carregar o mundo nas costas.

Planeje-se. Escolha as atividades que serão feitas nos próximos três ou quatro dias. Quem sabe assim você não adianta alguma coisa. E aquilo que não tem importância, exclua da sua vida.

Nossa percepção de falta de tempo é o que vem aumentando nossa ansiedade, ainda mais com essa pandemia. Queremos passar logo por ela. E isso pode até transformar um problema mínimo em “situações de fim de mundo”

Divida o que é urgente, importante e prioridade, saiba qual das suas atividades se encaixa em um desses três elementos referentes a gestão de tempo.

Seu tempo é precioso, não o desperdice.

 Afinal, O tempo não para!