O Segredo Final - Dan Brown







O Segredo Final, do escritor americano Dan Brown, é o mais novo romance do que poderíamos chamar de a “saga” Robert Langdon.

Personagem apresentado no livro “Anjos e Demônios” de 2000, Langdon pra mim se tornou uma espécie de Indiana Jones da literatura moderna.

Seguindo o perfil do professor com conhecimento incomparável em inumeras áreas do conhecimento acadêmico e um pouco de tudo sobre o mundo moderno.

Além, claro, da tendência em entrar em problemas ou “conflitos” que só o melhor do cinema e literatura podem proporcionar.

E falando em Dan Brown obviamente que ação ininterrupta, pausadas por explicações históricas não faltam.

O Segredo Final

Antes de tudo, o que faz um bom livro é como ele te faz sentir ou como ele consegue te fazer pensar.

E os livros do Dan Brown em geral, mesmo sendo uma ficção (ou não?), tem esse poder.

Contudo algo que já posso adiantar: assim como os livros anteriores, o prólogo tem uma morte que, em seguida, terá relação com o momento vivido por Langdon.

Ou seja, temos um pouco da mesma formula já usada nos livros anteriores, mas que ainda vai te atrair ao longo do desenrolar da história..

Dessa vez o enredo se passa em Praga, capital da Tchéquia (República Tcheca), e com alguns momentos em Nova York.

Como nos livros anteriores, a história da cidade é contada e podemos conhecer seus principais pontos turísticos e curiosidades locais.

Posso estar enganado, mas dos livros do Dan Brown esse é mais longo, com 552 páginas, mas sem os sinais de cansaço.

Cada capitulo vai se amarrando e te fazendo ficar preso, mesmo nos curtos cortes de uma cidade para outra ou de personagens secundários.

O livro todo tem um ritmo dinâmico e com algumas reviravoltas interessantes. A penúltima foi o melhor plot twist presente nos livros dele que achei até agora.

Mas dessa vez, além das possíveis teorias em relação (já adiantando) da CIA e como ela monitora o restante do mundo, o interessante dessa vez fica por conta do cerne do livro: a consciência humana.

Estudos sobre o cérebro tem evoluído, mas algumas perguntas e “segredos” conseguem atrair a nossa atenção.

Afinal, o que acontece com a nossa consciência? Por que algumas pessoas tem experiências extracorporais e conseguem, em alguns momentos, ver o acontece ao redor delas.

Onde fica o nosso limiar?

Imagine se conectar diretamente a outra pessoa através da consciência ou transportar a sua consciência para locais distantes. Até onde podemos expandir a nossa consciência?

Como você explicaria o fato de pensar em alguém e essa pessoa te ligar ou mandar mensagem?

Temos relações únicas com algumas pessoas que nos cercam. Conexões que não podemos explicar, mas que de fato podemos sentir.

E aqui se aplica a todo e qualquer tipo de relação e não apenas relacionamentos amorosos.

Muita gente diz “temos a mesma sintonia”, “o santo bateu” ou falam em “mesma vibração”. A depender da crença ou do livro de autoajuda que a pessoa leu, vai dizer que é “energia”.

Contudo passamos tanto tempo focado nos nossos próprios problemas que esquecemos ou não pensamos sobre isso como deveríamos.

Porém, isso são apenas algumas reflexões que me ocorreram durante a leitura do livro e que talvez te chamem a atenção também.

Mas a ideia de tentar entender a consciência ou criar possibilidades para o seu uso são elementos que com certeza vão mexer com você e dar um pouco de medo também.

Afinal, alguns registros médicos e relatos sobre a consciência continuam sem uma explicação e, em geral, temos um pouco de medo do que não entendemos.

Quem somos de verdade?

Conheça a ti mesmo.

Frase atribuída a Sócrates e presente no templo do Oráculo de Delfos na Grécia antiga e hoje muito utilizada nos processos de autodesenvolvimento.

Mas o que faz de nós sermos quem somos? O que define o “EU”. O que somos sem consciência? O que vem depois?

Dos livros do Dan Brown o meu favorito ainda continua sendo O Código Da Vinci, mas O Segredo Final conseguiu me prender do começo ao fim.

Alguns desfechos não me agradaram tanto, achei que um determinado personagem deveria ter uma história melhor desenvolvida.

Mas foi o livro que me fez votar aqui e escrever.

Dos 18 livros lidos até o momento, esse foi oque mais deu vontade de falar para as pessoas lerem.

E ainda que seja tudo ficção ou quase tudo, vale a leitura para discussões mais aprofundadas sobre os segredos que nos cercam. 



 

Freddie Mercury por Jim Hutton

 

capa do Freddie Mercury por Jim Hutton

Por: Vagner Melo


A vida pessoal de artistas, como a do vocalista do Queen, Freddie Mercury, nunca me interessou tanto. Gosto de algumas biografias para conhecer a forma como as pessoas trabalham ou como desenvolvem as suas obras.

Contudo o livro Freddie Mercury por Jim Hutton, traduzido do livro “Mercury and Me”, traz mais um pouco da vida do vocalista do Queen e ajuda a entendê-lo como pessoa também como artista.

Passado nos últimos anos da vida do cantor, o livro é um relato pessoal de Jim Hutton, último companheiro de vida de Mercury e que esteve com ele após a sua descoberta ao saber que estava com o vírus do HIV.

Contudo, o livro não traz meia palavras e mostra de forma direta como Freddie era na sua vida pessoa. A forma como lidava com as pessoas, companheiros e a sua relação com a impressa que nuca foi das melhores.

Para quem é mais purista e gosta apenas do lado profissional e genialidade de Freddie Mercury em compor ou em cima dos palcos pode esquecer.

Aqui temos um relato da pessoa, que tinha os seus dias bons e ruins e, dentro do que atualmente conhecemos como relacionamentos “tóxicos”, era uma dessas pessoas que queria ter o controle sobre tudo e todos. Principalmente nos relacionamentos.

Sexo, intimidade, brigas e momentos felizes e curiosos, o livro foi para Jim uma forma de aliviar o seu luto após a morte do cantor, e também serviu para trazer ao mundo o que Freddie sempre quis guardar, a intimidade do casal.

Após conhecer Jim, Freddie se tornou uma pessoa mais reservada, caseira e família, ainda que mantivesse o mundo girando ao seu redor. Tanto que o livro basicamente se passa na mansão do cantor.

Um relato pessoal de Jim Hutton

Após conhecer Jim, Freddie se tornou uma pessoa mais reservada, caseira e família, ainda que mantivesse o mundo girando ao seu redor. Tanto que o livro basicamente se passa na mansão do cantor.

Nesse momento, até os outros membros da banda reconhecem uma mudança em Mercury, que sempre foi bem ativo na questão sexo, drogas e rock and roll.

Jim era avesso ao mundo da fama e do rock, tanto que ele mesmo confessa que nem sabia quem de fato era Freddie Mercury quando se conheceram, coisa rara nos anos 80, pois certamente Mercury deveria ser uma das pessoas mais famosas do mundo.

Contudo, inicialmente Jim Hutton seria apenas mais um ser usado e causar ciúmes no então namorado de Freddie a época. Por volta de 1985/1986 Mercury passava muito tempo na Alemanha, pois era um país mais tranquilo e Freddie poderia se sentir mais “livre”.

Porém, Jim, ao longo do tempo, se tornou seu companheiro fiel, pois demonstrou um lado que Freddie não conhecia. Ele se tornou uma extensão da família, a base de Freddie nos últimos anos de vida do cantor, após a sua descoberta em relação ao vírus da AIDS.   

Mais tarde Jim viria a saber que também era soro positivo, porém teve uma vida mais extensa, vindo a falecer em 2010 devido a um câncer no pulmão, devido ao habito de fumar.

Ao contrário do filme de 2018, Bohemian Rhapsody, que trouxe um pouco da biografia de Freddie e do Queen, ainda que alterando alguns momentos da banda e da vida de Freddie, a descoberta da doença não deixou Freddie mais “humilde”.

A mudança de fato ocorreu na forma de encarar o trabalho, onde ele buscou entregar o máximo possível antes do fim da vida, que na época sabia-se que seria inevitável pois não havia os tratamentos que temos hoje.

Muito por isso, Freddie também se tornou mais reservado, com passeios para lugares onde a imprensa não estivesse, ainda que as festas se mantivessem grandes e as compras para a casa exorbitantes.

Jim esteve com Freddie em seus últimos momentos, talvez tenha sido a pessoa que mais sofreu com a sua partida, afinal além do companheiro, ele também perdeu seu “espaço” em casa.

Jim cita também um pouco da sua relação com May Austin, namorada e grande amor da vida de Freddie Mercury. Ela, contudo, não demonstrou muita simpatia por Jim, fazendo com ele e os outros moradores da mansão de Freddie fossem obrigados a sair de lá, mais rápido possível e sem muita cerimonia.

E essa leve “antipatia” é mostrada já nos funerais de Mercury, quando Jim não pode acompanhar o cortejo no primeiro carro que acompanhava o caixão do cantor, isso por ordem de Mary.

Por fim, o livro em si é um relato pessoal, um diário de uma pessoa que teve a oportunidade de estra com uma das pessoas mais famosas do mundo do rock por 7 anos. Sem cerimonias, Jim mostra Freddie no seu dia a dia. Como qualquer outra pessoa e que pelo visto, esquecendo o lado extraordinário do cantor, era uma pessoa complicada de se lidar.

Primeira leitura do ano


Por: Vagner Melo

E a primeira leitura do ano propriamente dita será o livro Harry Potter e o Enigma do Principe, o sexto livro da série Harry Potter.

Livro este que contém uma certa nostalgia. Foi o primeiro livro que comprei em uma livraria, assim que foi lançado, no dia 16 de julho de 2005, um sábado.

Não era exatamente este exemplar da imagem acima, mas foi o primeiro a entrar para a coleção que se seguiu depois.

Além disso, a saga Harry Potter foi a que me estimulou a leitura. Começando pelo terceiro livro Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban.

Por que não pelo primeiro? Talvez o momento. Mas a febre pelos filmes era tamanha que a curiosidade falou mais alto, então por curiosidade fui aos livros.

Já havia lido outros livros, como Sherlock Holmes e até “O Hobbit” foram antes, mas HP foi o que mais me prendeu em termos de imersão.

Quem sabe a magia envolvida, o mundo criado pela autora, coisas fora do habitual, como quadros que se mexem e falam, além da ideia de ser alguém a mais do que se aparenta, tenham sido o gatilho para se desenvolver o gosto pela saga.

Por sorte, comecei a ler antes de lançar todos os livros e filmes. A leitura do Prisioneiro de Azkaban ocorreu meses antes do lançamento do 4 filme e um ano antes do lançamento do 6 livro.

Isso era ótimo, pois dava aquela expectativa do que viria a seguir e de como terminaria a história, mas possivelmente por isso sempre fui critico dos filmes.

Não que os dois primeiros sejam ruins, mas ainda possuem aquela levada mais infantil, muito diferente de como terminaria a saga.

Segurança na leitura

O hábito de ler os livros Harry Potter se tornaram meio que uma regra por aqui. Ao menos uma vez por ano retorno a eles para novas releituras.

Esse é possivelmente o maior segredo da série, conseguir prender o leitor. Livros normalmente são lidos uma ou duas vezes, mas no caso de Harry Potter tem um “algo” a mais.

Já percebi que pessoas que o leram, normalmente voltam a ler com frequência. Possivelmente não como eu, mas retornam.

É como a série Friends. Existem inúmeras séries disponíveis, mas para quem já assistiu uma vez e gostou, acaba por voltar, ao invés de buscar por algo novo.

Eventualmente voltar para uma série favorita, seja ela literária ou de TV, seja porque elas trazem segurança.

Ali você já conhece os personagens e os ama. Se identifica e, mesmo sabendo como vai terminar, é mais seguro voltar do que se aventurar em outra e não gostar.

Afinal, se for para passar o tempo que seja algo que traga um prazer mais garantido do que olhar outra e se arrepender, perdendo tempo.

Hábitos de leitura

Primeiras leituras tendem a ser mais rápidas, pensadas principalmente em finalizar o livro. Porém quando se sabe o final, apesar de não contar mais com a surpresa da leitura, você saboreia mais o livro.

Estando mais relaxado novas percepções surgem e talvez você comece a interpretar algumas passagens de forma diferente.

Mas, em todo caso, hoje já é mais difícil de me prender em algum livro. Talvez, o que tenha mais se aproximado da saga HP foi “O código da Vinci”, do escritor americano Dan Brown.

Possivelmente pelo ritmo da escrita e pelo tema abordado, O Código da Vinci ampliou ainda mais o prazer de leitura, que só se expandiu desde então.

Com o tempo, vieram assuntos mais sérios, técnicos e que proporcionaram um maior crescimento pessoal (se é que eu cresci).

Acredito ser importante balancear leituras mais sérias com fantasias e ficções. Uma não irá anular a outra.

Pelo contrário, quando mais amplo for o leque, mais chances de desenvolver argumentos ou participar de rodas de conversas. Certamente assunto que não vai faltar.

Para quem está iniciando ou deseja começar, ficção e fantasias são mais que do recomendável.

Mas focando sempre algo sobre algum assunto que se goste. Talvez você, assim como eu, irá ampliar esse leque.

Entretanto, o importante é criar o hábito, ainda mais hoje, em tempos de redes socias e celulares, quando tudo é para o agora e a concentração das pessoas se torna mais limitada.

Essa é foi a maior magia feita em Harry Potter nos tempos atuais. Em mundo cada vez mais tecnológico, levar as pessoas para um mundo analógico, realizando um gesto simples: encontrar um espaço confortável e se perder em outro mundo.

 


The Sandman

The Sandman - Arquivo Pessoal

 

Ver séries ou ler livros sem muita expectativa ajuda a trazer boas surpresas. E foi o que aconteceu com a série The Sandman.

Apesar de já conhecer o nome e ouvir algumas coisas sobre as HQs, nunca havia me aprofundado sobre a história.

Mas eis que saiu a série Sandman e achei realmente interessante conhecer mais sobre a obra criada por Neil Gaiman. Para quem não conhece, aqui vai uma pequena sinopse.

Sandman é uma HQ publicada pela primeira vez em 1988 pela Vertigo, um dos selos da DC Comics.

Sandman, personagem central, é um dos Sete Perpétuos, seres que são como uma “família” e existem desde o princípio dos tempos. Cada um personifica um dos aspectos que envolvem a existência humana: Desejo, Destruição. Delírio, Desespero, Destino, Sonho e Morte. 

Morpheus é o nome original do personagem, sendo Sandman uma das formas como ele é conhecido em algumas culturas. Assim como “Senhor dos sonhos”.

A história parte do momento em que um mago prende, por acaso, Sandman, que permanece preso por mais de um século. Com isso, o reino dos Sonhos entra em colapso e algumas pessoas, do reino desperto, no caso a Terra, passam a dormir por um longo período.

Desse momento em especifico, nos anos 20, após a Primeira Guerra Mundial, surgiu uma pandemia que ficou conhecida como "doença do sono" ou encefalite letárgica, que deixou mais de 4 milhões de pessoas em estado catatônico. processo que só foi revertido nos anos 70.

Todo o mundo passa a sofrer com o desaparecimento do Senhor dos Sonhos. Isso sem contar que alguns dos sonhos e pesadelos passam a viver entre os humanos, gerando certos desequilíbrios na sociedade.

Ao escapar Sandman parte em jornada pela busca dos seus pertences roubados: o elmo dos sonhos, uma bolsa de areia e um rubi. Objetos que importantes no andar da série, pois possuem o poder do seu dono e são necessários para reconstrução e equilíbrio do “Sonhar”, reino no qual ele domina e para onde vão as pessoas durante o período no qual estão dormindo. 

Personagens

Por fazer parte da DC Comics temos vários personagens famosos da editora e que se encontram com Sandman ao longo dos 10 episódios da série. Constantine, Lúcifer e Senhor Destino são alguns, porém com algumas alterações. Além dos personagens que compõem os Perpétuos e outros nomes conhecidos de outras histórias, como os irmãos Caim e Abel.  

Lúcifer e Constantine são mulheres na série. Assim como a assistente pessoal do Senhor dos Sonhos, Lucienne, que no original é um homem. O que dá um ganho ainda maior aos personagens. Constantine foi escalado como mulher devido aos direitos autorais, mas traz os elementos do sobrenatural que acompanham as histórias do personagem.

Não caso de Lúcifer Estrela da Manhã, fugimos do estereótipo de que ele seria representado por um homem. Como sabemos Lúcifer era um anjo, portanto um ser sem sexo definido. Aqui, o personagem ganha novas camadas com o peso e carisma da atriz Gwendoline Christie (a Lady Brienne em Game Of Thrones).

O confronto entre Lúcifer e Sandman, por um dos objetos do Senhor dos Sonhos, sem spoilers, é inteligente, sútil, fugindo muito do conceito de batalha com a qual estamos acostumados quando se fala de seres com essa envergadura. Ou seja, para quem esperar luta com espadas, esqueça. Aqui a briga é em outro nível.

Outro personagem importante dentro do enredo é a Morte, apesar da pequena aparição. Ela é a irmã mais próxima do Sonho. E, ao contrário do que estamos acostumados, quando o assunto se trata sobre o fim da vida, temos o tema tratado de forma suave.

A Morte não está para finalizar a vida, mas serve como um complemento a ela. Como um último sorriso amigo, ela busca pessoalmente as pessoas que irão fazer a passagem. E como explica a Sandman, Sonho e Morte estão para servir aos humanos e não o contrário.

Sandman

O que você esperaria de alguém vestido todo de preto. Com ar distante. Gótico. Como se nada, além dele, fosse de fato importante. É assim que temos o personagem principal. Visualmente Dark, ao melhor estilo Tim Burton.

Porém, como toda história, temos uma trajetória de aprendizado. Seja na forma de entender os inimigos, ou na hora de aprender ouvindo os amigos e aliados, ou que existem outros elementos que são importantes além dos sonhos, Sandman vai crescendo com o desenvolvimento dos episódios.

O Sonhar, reino ao qual ele domina, é um lugar de calmaria, onde as pessoas vão quando estão dormindo e por lá se encontram. Um lugar onde os desejos mais profundos podem se realizar e onde elas se encontram como seres viventes.

Sandman, ao contrário do que aparenta, é suave na sua forma de apresentar qual a sua real função. Porém sem perder a capacidade de demonstrar o seu real poder perante os inimigos.

Sonhos são formas sublimes de dar aos humanos esperanças de que o amanhã será melhor. E mesmo em relação aos pesadelos, que todos devemos ter para aprendermos a enfrentar os nossos medos, é demonstrado o quanto eles são necessários.

Sandman trabalha de forma afetuosa sobre o que seriam os sonhos. O que eles representam. O motivo de serem tão importantes durante a nossa trajetória. Você pode até mudá-los ao longo da vida, mas sem eles não há pelo que lutar.

Cada um dos Perpétuos, ainda que não tenham todos aparecidos, trabalham com temas profundos que estão diretamente ligados ao nosso dia a dia, por isso a HQ e Neil Gaiman se tornaram referências do gênero de ficção e fantasia. Agora é espera pela segunda temporada. 

Todos temos sonhos. Qual é o seu?

Canecas, conversas e café

 

canecas


A leitura da semana envolveu o livro da escritora e jornalista brasileira Ana Holanda “Como se encontrar na escrita”. Toda a obra se baseia em um conceito defendido pela escritora chamado de “escrita afetuosa”.

Dentro do livro existem algumas dicas de exercícios para quem gosta de escrever encontrar uma forma de escrever que vise descobrir de forma interna o que seria a escrita afetuosa. A ideia é usar coisas simples e tentar escrever algo que aproxime mais as pessoas. Então vamos tentar.

Canecas de café

Canecas de café se tornaram um item de extrema importância para quem curte um bom café. Virou objeto para colecionadores e também uma forma de presentear alguém que você goste. Se você fizer uma pesquisa rápida na internet vai encontrar vários modelos com os mais variados desenhos. Do simples aos mais elaborados.

Eu tenho duas. Ganhadas. Além de tomar café unicamente com elas, quando estou em casa, o que fica mesmo é o afeto pelo presente. Já comprei algumas para dar também e acho que gostaram.

As minhas envolvem um símbolo de Hogwarts, para quem é fã de Harry Potter vai saber do que estou falando e outra tem uma frase, dessas que quando lemos nos lembramos daquela pessoa especial. 

As que comprei de presente também envolviam esses elementos. Algo relacionado há algum gosto pessoal e outras com frases. Para essas compras não foi exatamente fácil. As escolhas para cada uma envolvem conhecer o outro. Ou ao menos tentar acertar no presente.

Porém, você quer fazer a escolha perfeita, demonstrar o quanto a outra pessoa é especial na sua vida. E isso demanda um certo tempo. Dar um presente é uma demonstração carinho, gostar e muitas vezes saber ouvir.

Esse talvez seja o maior desafio nos relacionamentos. Ouvir o outro. Tentar se colocar no lugar do outro e entender seus sonhos ou frustrações. Conversas servem para isso. E melhor ainda quando vem acompanhada com café.

Conversas

Conversas e café se complementam como detalhes importantes de momentos incríveis, nos quais as vezes não damos o devido valor.

Unir amigos para tomar um café é hoje quase um desafio. Trabalho, filhos, estudos, enfim a correria do dia nos impede, muitas vezes, de aproveitarmos melhor esses momentos.

Café com amigos envolve confiança, muito bate-papo e, principalmente, risadas. São esses pequenos detalhes que fortalecem os vínculos e tornam momentos simples em especiais.

Certamente você tem aquele amigo ou amiga, pode ser até mais de um, que quando conversam, não importa o tema, o assunto vai render. Pode ser sobre as coisas simples do dia a dia ou conversas mais profundas que envolvem a vida, o mundo, Deus ou problemas pessoais de momento. Não importa. O importante é estar juntos.

Tente se lembrar de alguns desses encontros e de como a conversa se encaminhou por caminhos no qual você nem imaginava e ao olhar para trás não lembrar de como chegou naquele assunto ou o porquê ele foi abordado.

É normal nos perdemos nessas conversas, pois amizade muitas vezes é assim, aproveitar a jornada juntos. Em conversas que comecem com coisas simples como filmes ou livros, por exemplo, e se torne algo maior, que reflete desejos, gostos, sentimentos e vira cumplicidade.

Como diria Renato Russo na letra de Um Dia Perfeito “são as pequenas coisas que valem mais”. E é verdade. Muitas vezes focamos em algo grande, no que está por vir, mas deixamos esses momentos mais simples de lado.

Por isso não perca esses momentos. Café e boas risadas nunca são demais.

Músicas e momentos

 

capa do disco - arquivo pessoal 

Não sou escritor. Basicamente escrevo porque gosto, mas não acho que tenha talento para escrever muito mais do que algumas palavras. Livros até poderiam ser uma boa, mas falta a criatividade de um Neil Gaiman, J.K Rowling ou Stephen King. Tolkien então nem se fala.

Estou lendo alguns livros sobre escrita, mas nada que irá me transformar em um autor de best-seller. Normalmente não uso nenhuma técnica, apenas escrevo o que vai se acumulando na cabeça, como é o caso desse texto. Quando junta muita coisa, aí é hora de colocar para fora. Tipo terapia. (😉)

Infelizmente, devido a correria do dia a dia, dificilmente encontro algum tema que ache interessante para escrever. Mas vezes vem algo para escrever que fica martelando e dá aquela sensação de ansiedade para colocar para fora.

Além da escrita, gosto muito de leitura e música que, aliás, foi o “start” para esse texto. Algumas músicas refletem o momento. Outras trazem lembranças. Por isso vamos lá.

Se existe magia no mundo, deve ser a música

Temos bons e maus momentos. Talvez os momentos ruins e difíceis sejam para nos ensinar e lembrar das coisas boas. Naqueles momentos de solidão ou para distrair, surgem certas músicas que nos fazem parar e ouvir atentamente o que o cantor está dizendo.  

É aí que geramos aquela ligação. As vezes com uma pessoa especifica, as vezes um lugar ou um momento. Algumas músicas parecem se encaixar perfeitamente com certas ocasiões.  

Por acaso, essa semana veio à vontade ouvir um determinado disco. O acústico MTV (Unplugged, no inglês) da Alanis Morissette. Para quem nunca ouviu recomendo, independente do gosto musical.

Sempre gostei de violão. Quer me conquistar é ter alguma música no formato “voz e violão”, desde que tenha alguns arranjos bacanas, é claro. Até bandas ou artistas que não curto tanto quando gravam algo nesse formato paro para ouvir.

Mas, sobre esse disco em especifico, é interessante notar como ele consegue ser intimista, profundo e, por acaso, atual. Apesar de ter sido lançado em 1999, cada letra trouxe algo de momento. Para refletir. Difícil não ouvir ele inteiro. É como uma viagem que você não quer que acabe.

You learn (Você aprende) canção que abre o disco é o princípio da coisa toda. Sim, você aprende! Seja em qualquer situação, das melhores as piores, certamente você vai aprender algo ao longo dos dias.

Nesses momentos de alta temática de autoajuda, “You learn” poderia ser o hit baseado nesse tema, mas escrita muito antes do termo entrar na moda e de forma bem-feita, não aquela coisa chata que vemos por aí.

As demais músicas passam por momentos que certamente você já passou seja em pensamentos ou por vivências pessoais. Não dá para descrever cada uma. Precisaria de um texto especial só para o disco.

Alanis Morissetti tem uma mão para músicas intimas, que fala com muitas pessoas. Por isso o disco fez sentido nesses dias. Não são todas as canções é claro, mas no geral, as músicas escolhidas para esse disco seguem uma trilha da nossa vida pessoal.    

Existem aquelas que não são para mim, mas para quem ouvir “You Oughta Know”, música de 1995, vai perceber que as atuais músicas de “sofrência”, tão ouvidas e famosas pelas cantoras sertanejas nacionais, já eram sucesso naquela época. Aliás essas músicas nunca saem de moda, o que muda é o formato e a qualidade do cantor.  

“King of pain” (Rei da dor), cover da banda The Police, é uma daquelas canções que recebem uma nova roupagem na voz de outro artista e ainda assim consegue ficar ótima, diria que até melhor que a versão original. E pelo nome nem é preciso falar muito sobre o que ela trata.

E para finalizar, a música que mais me chamou atenção há tantos anos: “Univinted” (Não convidado), os arranjos e harmonia, com introdução ao piano e todo o desenvolvimento da música, é uma mistura de suavidade e peso que só canções de rock conseguem trazer. E a letra em si, você pode percebê-la de duas formas.

De um lado como o tema da música propõe, quando alguém entra na sua vida, mas sem ser convidado e isso não por mal, mas por não ser o momento de se relacionar com aquela pessoa. Ou quando você não é o “convidado”. Se interessar e não ser exatamente o que há outra pessoa busca. Fica a seu critério como se enxergar.

Não sou de recomendar músicas, cada pessoa tem o seu gosto e é chato ficar dizendo “ouça isso ou aquilo”. Mas abra uma exceção para Alanis Morissette MTV Unplugged. Você pode ter uma grata surpresa.

Gestão de tempo: como anda a sua?


 


Muitas pessoas se preocupam com os processos de gerenciamento de tempo, porém a grande maioria se engana. Não gerenciamos o tempo, e sim a nossa vida pessoal.

Porém, o contexto de gestão de tempo parece fazer mais sentindo nesses tempos “corridos” pelo qual passamos.

As pessoas se habituaram a estar sempre na correria, sempre andando “contra o relógio”, pensando no futuro, na próxima tarefa e esquecem de focar no momento e sempre reclamam de não terem tempo.

Entretanto, o tempo é igual para todos. O dia sempre terá 24h e isso você não poderá mudar, porém poderá alterar a forma como atua nesse período.

Temos a percepção que o tempo está passando mais rápido, mas não seria isso, por que estamos sempre correndo atrás de algo? Veja quantas atividades e compromissos você aceita fazer no mesmo dia e, enquanto faz uma, se preocupa com aquela que ainda está por vir.

Focar no momento é o segredo.

Tempo desperdiçado

Quanto tempo você passa conectado? Quando tempo você fica refletindo sobre o passado ou pensando no futuro?

Muito dessas atividades geram dois problemas: primeiro a ansiedade em ficar esperando por algo; segundo a perda do tempo, que poderia estar sendo direcionada para uma atividade mais proveitosa.

Atualmente, os brasileiros são campeões de tempo no uso de celular - 5,4 horas dia; somos o segundo pais que passa mais tempo conectado à internet - 10h8min o que equivale a 154 dias no ano; e o terceiro em redes sociais – 3h42min, que equivale a 56 dias no ano. Números que obviamente aumentaram devido a pandemia de Covid-19.

A possibilidade de conseguir informações rápidas ou ter um retorno de um amigo em poucos instantes, deixaram as pessoas extremamente ansiosas.

A tecnologia nos aproximou e criou a oportunidade de desenvolver algumas atividades em menor tempo, entretanto tirou muito da nossa atenção.

Perdemos a capacidade de focar no momento. Em 2015, a Microsoft revelou, em estudos feitos no Canada, que o tempo de atenção de uma pessoa é de apenas oito segundos, tempo menor que o de um peixinho dourado de aquário.

Essa perda de capacidade de atenção implica em desenvolver atividades que requerem mais foco como ler um texto mais longo, ou mesmo escrever.

Mas falar apenas do tempo que desperdiçamos não resolve nada. Precisamos entender como resolver isso.

E como começamos? Se pergunte: o que de fato é importante para você?

O que é importante para você?

Para cada pessoa essa pergunta terá uma resposta diferente, por isso não há resposta certa ou errada. Tudo vai depender do momento de vida da pessoa, sentimentos, objetivos, família, estudos, trabalho, dinheiro etc.

Mas para começar a gerir o seu tempo de forma mais eficaz, comece por essa pergunta: o que é importante para você?

Reflita bem, isso irá te levar pelos caminhos do autoconhecimento, que seria o primeiro passo para você começar a ter uma gestão de tempo mais eficaz. Definir o que é relevante na sua vida, irá evitar aqueles momentos de “apagar incêndio” constantemente.

E isso não serve apenas para vida pessoal, mas para a vida profissional também. Estabeleça o que é importante e evite, assim, a correria do urgente, do atraso ou do circunstancial.

Normalmente as pessoas passam mais tempo fazendo coisas urgentes, como trabalhos de faculdade no dia anterior a entrega ou decidem estudar para uma prova momentos antes de fazê-la.

E essa deixa para a “última hora” é o que gera o estresse, pois é nesse momento que a pessoa entende que corre o risco de não conseguir entregar o que é preciso na data correta.

E, ao entender o mal que é deixar tudo para depois ou fazer algo que não tem necessidade naquele momento, é que os nossos padrões de comportamento e mentalidade começam a mudar.

Mudar o nosso padrão de pensamentos e hábitos é uma das tarefas mais difíceis de serem feitas. Muitos dos nossos hábitos estão tão arraigados que nem sabemos como começamos a tê-los.

Por isso, começar pequeno, com coisas simples pode te ajudar melhor. Para quem gosta, papel e caneta ajudam, e muito, nos momentos de mudança. Pois é uma forma mais simples de tornar o abstrato, que está na sua cabeça, em algo visual, no papel.

Mas só achar que escrever ou anotar as coisas de outra forma vai ajudar é errado. Planejar é a chave.

Sem planos, metas e objetivos não temos o que buscar e nem conseguiremos medir, quando necessário, se as coisas estão dando certo.  

Encontrar ferramentas que complementam o planejamento

Unir o planejamento a certas ferramentas ou métodos facilitam o processo de gestão.

Planilhas de Excel, calendários, aplicativos de gestão de tempo como o Trello ou, para quem prefere algo mais manual, papel e caneta são bons princípios para quem quer começar.

Como métodos que podem te ajudar, a matriz Eisenhower, que recebe esse nome em homenagem ao 34º presidente dos EUA Dwight D. Eisenhower, e que era uma pessoa extremamente eficiente no que fazia, é um método que divide as atividades em importante e urgente.

E existem ainda alguns métodos pensados justamente para a gestão, como o “pomodoro”, que consiste em dividir o tempo em 25 minutos de atenção com 5 de descanso. Ou o Kaban, palavra japonesa que significa “sinalização” e tem como base a utilização de cartões, como o post it, para você visualizar melhor o que precisa.

Obviamente que o autoconhecimento e o planejamento funcionarão de formas diferentes para cada pessoa. Por isso, se um método não funcionar para você, NÂO DESISTA, você pode experimentar outras formas.

O importante é você não desanimar. Apenas reaprenda a andar.

O chamado à aventura


O chamado à aventura

por: Vagner Melo

Você certamente já passou por alguns momentos na sua vida no qual não sabia como agir e tenha ficado com medo de não conseguir resolver os problemas pessoais que surgiram.

Algumas situações surgem quase que de forma inexplicável e você sente uma necessidade de mudar. Talvez você possa não saber exatamente o quê e nem como, mas sabe que deve alterar algo na sua vida.

Esse momento podemos considerá-lo como “o chamado à aventura”.

Para quem nunca ouviu falar sobre esse termo, saiba que ele foi criado pelo escritor, pesquisador e mitologista Joseph Campbell no seu livro “O Herói de Mil faces”, publicado em 1949.

Campbell, que era apaixonado por mitologia e religião, além dos estudos psicológicos e descobertas de Carl Jung e Freud, percebeu, através de seus estudos, que grande parte das histórias no qual muitos de nós cresceram ouvindo e lendo, seguiam quase que um padrão comum.

No livro, Campbell aponta que os “heróis” das histórias, sejam elas religiosas ou mitológicas, passam por 12 etapas como “o mundo comum”, “a recusa do chamado”, “a travessia do primeiro limiar”, além do chamado à aventura.

É por isso que histórias como Star Wars, Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Matrix, Jogos Vorazes e muitas outras acabam caindo no gosto popular. Todas elas apresentam o mesmo estilo narrativo, que hoje é defendido como uma boa maneira de se contar uma história de sucesso.

Essas histórias são aquelas que nos inspiram, que fornecem os mais diversos desafios aos seus personagens, onde eles vencem seus medos e limitações e retornam para casa, ao final da aventura, como um indivíduo melhor.

A jornada do herói

A jornada do herói é como uma representação arquetípica das nossas vidas, repleta de desafios, momentos alegres e tristes, vitórias e derrotas, mudanças e transformações.

O chamado à aventura é aquela necessidade que sentimos quando queremos mudar ou experimentar algo novo. É quando algo não vai bem, como a falta de um emprego ou um trabalho de que não gostamos e queremos muda.

Mas muitas vezes temos medo dessa mudança, pois não acreditamos no nosso potencial. E talvez a nossa primeira grande aventura seja a saída da casa dos pais, pois sim, isso se relaciona diretamente com o que Campbell percebeu.

Pode não parecer, mas “sair de casa” pela primeira vez é um grande passo para muitas pessoas que, assim como muitos heróis mitológicos, estão totalmente confortáveis no seu “mundo comum” e inicialmente se recusam ou hesitam em aceitar o chamado, pois não acreditam que serão capazes de conseguir sobreviver sozinhos.

E essa saída, a passagem pelo primeiro limiar, é quando acontecem as descobertas de um novo mundo, as vezes sozinho, mas que contará com novos “personagens”, alguns aliados e por que não, também com alguns inimigos.

Aqui é o momento de descobertas internas, o conhecimento das nossas forças e de perceber que possuímos uma capacidade antes desconhecida.

Histórias de ficção e fantasia podem parecer criações imaginativas que poucos tem capacidade de criar, mas elas são na verdade partes inconscientes de nós mesmos.

Pensamos que não conseguiremos realizar coisas gigantescas, mas pense em tudo o que você já fez ou realizou ao longo da sua vida. Certamente, em algum momento, alguém olhou para você e pensou que nunca conseguiria fazer as coisas que você faz.

Nos inspiramos em personagens fantásticos, mas por que não sermos nós a inspirar alguém?

As vezes o chamado está aí, basta colocar o pé para fora. A sua jornada está só começando. Não tenha medo!

Queremos ser heróis

 

Queremos ser Heróis


Por: Vagner Melo 

Heróis sempre acompanharam o imaginário popular. Conhecemos histórias de homens divinizados desde os primeiros registros escritos que conhecemos. Na Grécia antiga, além dos deuses, temos heróis como Ulisses, Hércules, Aquiles e tantos outros que possuíam capacidades sobre humanas.

Com o passar dos anos, novos heróis foram surgindo, alguns dentro do seu tempo histórico, mas participando de situações adversas que o tornaram especiais. Um bom exemplo são as lendas do rei Arthur. 

No século XX as histórias ganharam um novo grupo de pessoas com poderes incríveis: Os super heróis. No final dos anos 30 e começo dos anos 40, tivemos um boom de personagens com superpoderes e com capacidades extraordinárias que podem fazer coisas fantásticas.

Tivemos nesse período a modernização dos deuses, mas agora com capas, máscaras, poderes e habilidades que atraem milhares de pessoas, principalmente os meninos.

E não importa a idade, desde cedo é comum vermos crianças em brincadeiras lúdicas imaginado ou citando que são algum herói e que estão voando, que vão correr super rápido ou quebrar algo.

As Histórias em quadrinhos, principal responsável pela apresentação desses novos deuses se tornaram as principais companheiras de milhares de garotos, que se “perdem” em meio as histórias de seus heróis favoritos.

Personagens como o Super-Homem e Homem-Aranha caíram no gosto do público por se apresentarem como pessoas simples, mas que escodem sua real identidade, para proteger as pessoas próximas.

E se faltam poderes excepcionais, temos aqueles, como o Batman ou o Homem de Ferro, que são bilionários e utilizam equipamentos altamente tecnológicos para fazer coisas que pessoas comuns não conseguem. 

Representação do imaginário

Quem não gostaria de voar? Ser extremamente forte ou Invencível? Ser um gênio, playboy, bilionário e filantropo, com capacidade para construir armas e armaduras incríveis?

Não importa o tipo de poder, quando um garoto não se encontra em seu mundo, ele certamente irá sonhar ou imaginar como seria ter algum tipo de poder e assim conseguir enfrentar garotos mais fortes ou maiores do que ele.

Meninos na fase de transição da infância para a adolescência, momento onde ocorrem muitas mudanças pessoais, se identificam muito com histórias de super heróis, pois representam no seu imaginário situações onde poderiam utilizar os seus poderes e ajudar outras pessoas.

É esse um dos motivos de o Homem-Aranha/Peter Parker ser um dos heróis mais famosos. A sua proximidade com o público jovem, representado no pagamento de contas, tentativas de equilibrar a vida pessoal com as atividades de herói e os desdobramentos que isso traz o tornam quase que uma pessoa comum.

Clark Kent, o Super-Homem, também tem um pouco disso. Apesar de ser um alienígena quase indestrutível, ele possui um trabalho e consegue esconder sua real identidade muito bem, criando uma personalidade completamente diferente daquela do herói que as pessoas admiram.

Esse imaginário popular de deixar de ser, por um tempo, uma pessoa simples para fazer coisas admiráveis é o que mantem os heróis na cabeça das pessoas. E hoje isso está ainda mais em evidencia.

Atualmente temos uma avalanche de filmes baseados nesses personagens e que arrastam cada vez mais público aos cinemas. 

Curtir heróis deixou de ser uma coisa de garotos geeks e nerds para se tornam sinônimo de pessoas descoladas. Camisetas, bonecos e outros tantos objetos agora são relíquias de colecionadores das mais diversas idades.

Vestir uma camiseta de herói quando adulto é poder voltar ao passado, nos momentos solitários, acompanhados por uma história em quadrinhos, quando o herói salva o dia e volta para casa sabendo que fez a coisa certa.

Heróis foram e ainda serão por muito tempo guias morais e companheiros de garotos nas primeiras fases da adolescência. E por mais que a tecnologia avance, as histórias em quadrinhos irão ganhar novos adeptos e fãs que não deixaram de sonhar que podem ser como um Homem-Aranha ou Super-Homem.

Ainda queremos ser heróis!!

 

007 – Mulheres e mudanças

Fonte: Google imagens



Por: Vagner Melo 

Essa semana estreia o novo filme do 007 nomeado como “Sem tempo para morrer”. Baseados nos livros do escritor Ian Fleming, o agente secreto mais famoso do mundo chega ao seu 25° filme.

Uma das franquias mais longas da história do cinema e das mais rentáveis também, com seis atores diferentes, 007 se tornou parte da cultura pop. E não me pergunte qual o meu ator favorito, não tenho. De certa forma acredito que cada um contribuiu de algum modo com o personagem.

Personagem esse marcado pelos belos carros, passagens por lugares fantásticos e exóticos, armas incríveis, sorte no jogo e, logicamente, as muitas mulheres bonitas que apareceram ao longo dos anos.

Mulheres que com o tempo saíram do estereótipo de inocentes e indefesas e passaram a ter papéis relevantes para a história.

Para quem assistir hoje aos filmes antigos, como estou fazendo antes da estreia do próximo, verá que houve uma grande mudança em James Bond com relação as mulheres. Reflexos de uma mudança na sociedade como um todo.

Sabemos como o cinema costuma abordar temas relevantes para a sociedade e em muitos casos precisa estar atento ao que acontece, para se adequar ao momento histórico vigente. 

Hoje James Bond seria considerado um machista ao extremo, covarde, que usava de violência quando precisava de alguma informação e que via as mulheres como um elemento insignificante que simplesmente serviria ao prazer físico. Situação criticada inclusive pelo atual diretor Cary Joji Fukunaga.

Hoje Bond não seria nem metade do que é se tivesse seguido aquele modelo.

Mulheres e mudanças

Incrível como uma mulher consegue mexer com um homem, em todos os níveis e em todos os sentidos, e isso se aplica ao caso do cinema e com James Bond também. Mas não apenas no 007, as Mulheres foram ganhando protagonismo em vários filmes.

Sarah Connor, Katniss Everdeen, Hermione Granger, Princesa Léia, Daenerys Targaryen são alguns dos exemplos que vimos ao longo dos últimos anos e que são parte da cultura pop, tão importantes como seus pares masculinos.

O tempo passou e foram as mulheres, as chamadas “Bond girls”, que contribuíram para as grandes mudanças no comportamento do personagem. A mais importante delas, ainda que não seja exatamente uma “Bond girl”, foi a personagem M, interpretada pela atriz Judd Dench.

Mais do que uma simples chefe, a M de Dench foi um guia para os dois “Bonds” que contracenaram com ela: Pierce Brosnan e Daniel Craig. E foi ela quem criticou de forma mais direta o comportamento do personagem. Chamando o Bond de Pierce Brosnan, no filme Goldeneye de “machista, um cachorro no cio, uma relíquia da guerra fria”.

E pelo que foi mostrado nos trailers do próximo filme de Bond, mas uma vez serão as mulheres que darão o tom da história. Pela sinopse do filme, sabemos que Bond está aposentado e uma mulher assumiu o “cargo” de agente 007.

Obviamente que James Bond vai assumir novamente o cargo durante o filme, mas será interessante ver a dinâmica de uma mulher como agente com permissão para matar.

Daniel Craig se despede do personagem no próximo filme. De escolha muito criticada quando foi escalado para o papel, Craig foi o que mais contribuiu para dar uma personalidade complexa a James Bond Deixando um bom legado para o personagem. Desde a sua primeira participação, em Cassino Royale, o 007 de Craig foi ganhando mais camadas e profundidade.

Bond cresceu e agora vai passar por uma nova fase, ao escolher um novo ator que deverá manter o nível de interpretação e exigência que vem com legado histórico que o personagem possui.

Ansioso para a próxima escolha!!

O poder dos quietos

 



Por: Vagner Melo 

Acabei de finalizar mais um livro “O poder dos Quietos”. Já não sei quantos foram esse ano, mas a preocupação é a qualidade, não a quantidade.

Vejo em alguns lugares as pessoas comentando orgulhosas sobre a quantidade de livros que leram. Para livros de ficção até, talvez, a quantidade possa ser uma boa, mas no geral prefiro mesmo a qualidade.

Acredito que essa “pressa” em ler vários livros sejam reflexo do nosso momento atual. Rápido, ágil, com propósitos de fim e não de aproveitar o que seria a jornada.

Para mim, livros hoje, além de ficção e fantasia para distrair e aumentar o leque de conhecimentos em nerdices, devem contribuir com algo, seja conhecimento teórico, ou seja, mais acadêmicos, ou aqueles que possam contribuir com o crescimento pessoal, mas nada de livros de autoajuda.

Tenho uma certa antipatia com esse modelo de livro. Já li alguns, mas vejo que eles basicamente falam sobre coisas que você já sabe, apenas não faz. Livros de autoajuda servem para uma única pessoa, aquele que escreveu.

Mas voltando a falar sobre a leitura de “O poder dos quietos”, que a principio pode parecer desses que citei, é na verdade um livro mais voltado para o lado psicológico e aponta alguns dos motivos que tornam muitas pessoas introvertidas.

Aspectos esses que vão da parte biológica, com o desenvolvimento do nosso cérebro, sistema límbico, amigdala, até elementos sociais, como nossa cultura em tentar fazer com que todos sejam sociáveis e comunicativos.

Hoje vivemos em um momento onde para se ter sucesso é preciso ser extrovertido, comunicativo, fazer o chamado network e estar presente nas redes para ser lembrado. Entretanto nem todas as pessoas se encaixam nesse meio.

Introvertidos de carteirinha

 

O livro foi lançado em 2012, mas só descobri agora e se tornou interessante para mim justamente por falar sobre pessoas como eu: Introvertidos de carteirinha. Pessoas que na maioria dos casos, ainda que possam socializar com pessoas próximas, sentem mais dificuldades em se expor.

E a melhor parte, não tem nada dizendo sobre: não seja assim, faça isso ou faça aquilo e mude. Escrito por uma autora americana chamada Susan Cain, o livro aponta as características, capacidades e traços de personalidade que compõem um introvertido, sendo que ela mesma se define como uma.

E nada melhor do que um livro que fale um pouco sobre como você é ou como você se vê e aponte suas principais características como uma qualidade, não como uma falha individual, e que poucos observam ou entendem.

Para quem é introvertido é comum crescer ouvindo das demais pessoas que é preciso se soltar mais, se expor e ser aquele que vai atrair a atenção de todos ao chegar em um determinado ambiente. pessoas introvertidas preferem o canto, o backstage, não o centro do palco.

Das características apresentadas encontramos a pouca vontade em sair, preferir ficar em casa lendo bons livros, se expressar através da escrita ou de outras formas de arte, que são as maneiras que muitos introvertidos encontram para marcar o seu lugar.

E exemplos de pessoas assim não faltam: J.K Rowling, autora de Harry Potter, Bill Gates, Albert Einstein, Rosa Parks, Mahatma Gandhi, isso só para citar alguns dos nomes mais famosos, o que mostra, para aqueles que acreditam que para ter sucesso é preciso ser expansivo e aberto, que os introvertidos também tem um grande valor.

Obviamente que mesmo essas pessoas citadas precisaram aprender ao longo dos anos a se expor, mas não perderam suas essências ao longo das suas vidas.

Mesmo que você não seja um introvertido recomendo a leitura, ao menos para entender como essas pessoas se sentem. Certamente você já teve contato com alguém assim em algum momento. “O Poder dos quietos” vai te ensinar um pouco em como lidar com introvertidos e como se conectar melhor com eles.

E vai entender também que se eles não falam sobre certos assuntos, como relacionamentos, é porque ainda precisam aprender a lidar com certos medos e anseios.