O Perspectiva em geral é um blog pensado para comentar assuntos de interesses diversos, buscando refletir sobre o mundo e suas complicações.
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“Eu quis dizer, você não quis escutar”
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Felicidade correndo atrás do que não chega
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A importância de Jeremias – Pele
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| imagem: Wikipédia |
Sapiens: Deuses que não sabem o que fazem
“Existe
algo mais perigoso do que deuses insatisfeitos e irresponsáveis que não sabem o
que querem?”
Essa
questão encerra o livro “Sapiens - Uma breve história da humanidade” do
historiador e professor israelense Yuval Noah Harari.
O livro publicado
em hebraico e lançado incialmente em Israel, ganhou várias traduções ao redor
do mundo e se tornou um dos maiores best-sellers dos últimos anos
Longe de
ficar apenas contando fatos, Yuval Harari propõe novos conceitos, trabalhando
sobre três revoluções que alteraram a forma como a humanidade passou a agir com
o passar dos tempos.
Atualmente
são poucos os escritores que conseguem, de forma cativante, apontar novas
visões sobre o mundo e instigar o leitor até o final do livro.
Por isso
Harari vem ganhando muito destaque e se tornando um dos pensadores mais
procurado para palestrar no momento.
E pensando
na citação acima, de fato, aparentemente é isso o que nos tornamos ultimamente,
“deuses” insatisfeitos que não sabem o que fazem.
O mundo em nossas mãos
Para
melhorar a própria vida moldamos a natureza a nosso bel prazer, pensamos apenas
em nós mesmos, no desenvolvimento e lucro, e sempre com o argumento de que isso
diminuirá nossas próprias diferenças.
Além do
meio ambiente alteramos também a biologia dos seres. Já fomos capazes de clonar
um animal, lembre-se do caso da ovelha Dolly, e agora queremos mudar a biologia
humana.
A ciência
é a revolução do momento, e as discussões até aonde ela deve chegar ou quais
limites que não podem ser ultrapassados são o foco.
Na maioria
dos casos o discurso é o mesmo, fazemos isso ou aquilo no intuito de melhorar a
vida das pessoas ao redor do mundo, mas será que melhoramos de verdade?
Hoje a
“regra” é ser inovador o tempo inteiro. Existe uma necessidade de estar a todo
momento criando, pensando ou desenvolvendo alguma atividade.
Queremos
sempre mais, sendo esse, talvez, um dos grandes problemas da atual sociedade. A
busca incessante pela felicidade é um dos motivos que possibilitaram o aumento
no número de casos de pessoas com depressão ao redor do mundo.
Muitos se
tornam obcecados por um objetivo, por resultados, entretanto se esquecem de
parar e observar tudo aquilo que já conseguiram conquistar.
Sabemos
realmente qual o nosso papel no planeta?
A
humanidade dominou todas as áreas do planeta através da colaboração mútua.
Trabalhar em sociedade, criando meios para sobreviver em conjunto foi o passo
inicial para a expansão humana.
Essa união
permitiu a proteção dos indivíduos e ainda ajudou a subjugar animais maiores e
mais fortes, proporcionado um domínio territorial. Mas o que era apenas uma
forma de encontrar alimento e autoproteção, se tornou, com o tempo, um domínio
cada vez mais excludente.
Ninguém
sabe exatamente como as outras espécies do gênero Homo desapareceram, como o
Homem de Neandertal (Homo neanderthalensis), mas a julgar pela tendência para a
violência do Sapiens, provavelmente tivemos alguma participação nesse processo.
Em vista
disso, regras precisaram ser criadas para se manter a ordem nas sociedades que
começaram a surgir. Motivadas principalmente com a concentração cada vez maior
de pessoas em um mesmo espaço.
Religião,
economia e política são os pilares que sustentam nossa sociedade. Entretanto,
cada um desses três aspectos se alterou ao longo da história no controle sobre
como as pessoas pensavam o mundo.
Somos a única
espécie do planeta capaz de imaginar coisas inexistentes. Por isso acreditamos em
certos tipos de salvação ou que elementos criados podem melhorar nossa vida.
Atualmente
a economia é o que predomina nas escolhas humanas. Nunca produzimos tanto
quanto agora na história humana.
Enquanto
isso, as opiniões políticas se baseiam mais em achismos do que em reflexões
profundas ou estudos, e nos matamos por motivos religiosos.
Por sermos
mais “inteligentes”, acreditamos que podemos fazer de tudo e não encontramos
limites para isso.
Cada vez
mais retiramos do meio ambiente, mas não repomos ou trabalhamos para diminuir
os excessos que cometemos.
Nunca
estamos satisfeitos e, ao invés de ver o presente, buscamos o futuro incessantemente,
gerando ansiedade, o que torna boa parte das pessoas infelizes.
A história
da humanidade mostra que temos uma enorme responsabilidade com o planeta no
qual vivemos. E é preciso refletir sobre essa responsabilidade, pois muito já
foi perdido.
Mudar o
mundo não iremos, precisamos mudar a nós mesmos internamente e começar a
refletir sobre atitudes, situações e o que faremos com o planeta daqui para a
frente.
A natureza
já está cobrando os juros pelos nossos erros.
Precisamos
saber e entender os caminhos que cada escolha traz, do contrário continuaremos
a viver como “deuses” que não sabem o que fazem.
Eu vejo o futuro repetir o passado
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| capa do disco ao vivo "O tempo não para" |
A história se repete
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| imagem sobre o comunismo nos anos 60 |
Klopp e Liverpool: a simbiose perfeita
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| Jürgen klopp: Google imagens |
De volta ao protagonismo
Vemos hoje uma simbiose perfeita.
A simbiose perfeita
Como ler um filme
Em muitos casos são as capacidades técnicas apresentadas que tornam um filme bom, ao menos para grande parte das pessoas
Mas para quem quer aprender a ler um filme é interessante entender certos aspectos que o rodeiam.
O primeiro passo é entender o tempo e espaço que ele ocupa. Não apenas o tempo do filme em si, mas a situação do momento “real” em que vivemos.
Por exemplo, no atual momento estamos cercados por filmes de super-heróis baseados nas histórias em quadrinhos.
E temos alguns grandes nomes do cinema, como o diretor Martin Scorsese, que recentemente criticou a Marvel alegando que eles não fazem cinema.
Pensando nisso, o que seria de fato o cinema?
O que é preciso para um filme ser bom e virar um clássico?
No caso dos filmes inspirados em quadrinhos, além dos efeitos especiais, necessários para a proporcionar uma aproximação maior com o que foi pensando dentro das HQs, temos, talvez, um aspecto mais psicológico e social.
Em uma época onde as relações pessoais definham e estamos em um mundo onde a falta de paciência gera a intolerância em vários níveis, sejam religiosos, de gênero ou raciais, precisamos mais do que nunca de um “herói” que nos salve desse mundo caótico.
Mas isso não parece ser consenso. Muitos filmes de heróis não se aprofundam em temas mais relevantes, ainda que apontem certos aspectos da nossa sociedade.
Suas motivações são baseadas praticamente na luta do bem contra o mal, tema que sempre norteou as histórias de heróis.
Entretanto o sucesso desses filmes pode ser motivado pelo desejo de voltar no tempo, quando éramos crianças e tudo era mais simples. As coisas que imaginávamos se tornaram “possíveis” graças ao cinema.
Por isso, ter um vilão convincente é tão ou mais importante para o filme do que o próprio herói.
Nesse aspecto é preciso certas motivações, o que só é possível com o roteiro bem escrito e que leve o personagem do ponto A para o Ponto B. E aí entramos no ponto em comum de todos os filmes, o roteiro.
É no roteiro que um filme terá o apoio necessário para transmitir uma mensagem, criar um diálogo interessante e aproximar a vida comum, de quem assiste, do que é apresentado em tela, com os personagens.
Ler um filme é compreender o que o diretor quer transmitir dentro de uma cena, um enquadramento, as escolhas da trilha musical e outros possíveis elementos que compõem toda a história a ser contada.
Hoje assistimos alguns filmes e os chamamos de antigo ou velho, mas devíamos tentar observá-lo com o olhar da época em que ele foi lançado.
É como os filmes que retratam a 2ª Guerra Mundial, sem a caracterização não for próxima ao que sabemos ou aprendemos, algo está errado.
Obviamente que para os jovens, menos os cinéfilos de plantão, ver um filme que não tenha ação é quase um martírio. Se for em preto e branco então nem se fala, por isso um bom roteiro é fator essencial.
Usando de bom exemplo para filmes em preto e branco e que chama muita atenção é o famoso Tempos modernos de Charlie Chaplin, muito usado pelos professores nas aulas de história.
O filme mostra um trabalhador que sofre com os reflexos da Revolução Industrial. Por isso da sua utilização, para poder explicar as mudanças que a sociedade viveu naquele período.
Mas ainda que o filme seja completamente mudo, as cenas são bem planejadas e claras, fazendo com quem assista saiba o que está se passando com o personagem principal.
E incrivelmente o filme continua atual e podemos traze-lo para o agora. Olhando hoje, temos a necessidade de estar sempre produzindo algo, como era no período da revolução industrial.
O que mudou foram apenas as formas de se produzir. Ainda que seja necessário o trabalho braçal, como apresentado no filme, encontrar soluções utilizando a criatividade é o que vem dominando o atual mercado de trabalho.
Ou seja, continuamos com a necessidade de produzir o tempo inteiro, o que gera alguns dos problemas atuais que tempos, como o estresse e desanimo.
É preciso estar sempre 100% em tudo. No trabalho, em casa, na escola. É quando vemos muitas pessoas frustradas por não conseguirem alcançar um objetivo.
A pressão por resultados ainda permeia a nossa sociedade.
É necessário que o ator dê, além de seu rosto, certas características para compor uma personagem, como a personalidade, hábitos, maneiras de pensar ou os jeitos de se comportar.
Tudo isso para que ele se aproxime de quem irá ao cinema ver o filme. Os valores morais ou até a falta deles, são partes fundamentais para nos identificarmos.
Exemplo maior, voltando aos filmes de heróis, é o personagem de quadrinhos Clark Kent/Superman.
Nos identificamos com ele porque inicialmente ele parece ser um cara comum, mas em segredo possui um poder extraordinário e que pode salvar o mundo, se tornando um exemplo e motivo de inspiração para as outras pessoas.
Quem de nós não gostaria de ser assim?
Além de roteiros, efeitos e personagens convincentes, as roupas ajudam a caracterizar um personagem.
As vestimentas ajudam a compor um personagem dando a ele, além de características do seu tempo e espaço, a personalidade necessária para que o personagem seja crível aos olhos de quem o observa.
Da mesma forma que você, ao utilizar determinado tipo de roupa, passa um modelo de imagem para as pessoas que estão ao seu redor.
Lembremos o Dr. Brown da trilogia De volta para o futuro com o seu jaleco e estilo “cientista maluco”. Ninguém o leva a sério, tirando o seu amigo Martin McFly, mas dentro do seu contexto fílmico ele se torna real.
Indiana Jones usa chapéu, bolsa e chicote, elementos que hoje são indissociáveis do personagem. E temos ainda o smoking do 007 e as roupas extravagantes do pirata Jack Sparrow em Piratas do Caribe.
Você sabe ou ao menos entende, se conhece essas histórias, o que elas significam e como estão ligadas aquele personagem.
Mas e você como faz para “ler um filme”?
Após sair da sala de cinema você apenas procura um lugar para ir comer? Ou fica repassando mentalmente a história e tentando entender cada frase dita?
Logicamente que muitos filmes são puro entretenimento e servem apenas para distração do atual cenário conturbado ao qual vivemos.
Mas se você sair se remoendo do cinema, tentando falar do filme com alguém, algo de diferente aconteceu e não foi apenas puro e simples prazer de estar ali por duas horas.
No geral são muitas as coisas a serem observadas em pouco espaço de tempo.
É preciso também um certo repertório por parte do observador, para poder entender referências ou até possíveis citações, portanto talvez seja necessário ver um filme mais de uma vez.
Entretanto ler um filme é um ótimo exercício para obter senso crítico. será como trabalhar com o que gosta, afinal quem não curte um bom filme?
A reflexão no filme Coringa
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